Veja como o Actiz LIMS pode transformar seu laboratório
Peça uma demoComo justificar a aquisição de um LIMS
A justificativa para comprar um sistema LIMS é geralmente derivada de duas categorias principais de medidas: Tangível e Intangível.

Então, você decidiu que sua organização realmente precisa de um LIMS e convenceu seu chefe de departamento de que esse é o caso. No entanto, para prosseguir, você precisa garantir o financiamento para o LIMS e sua gerência pediu que você justificasse a compra, mas por onde começar?
A justificativa para comprar um sistema LIMS é geralmente derivada de duas categorias principais de medidas: Tangível e Intangível. As medidas tangíveis são as mais claras para determinar, elas fornecerão justificativa monetária direta e valores mensuráveis de Retorno Sobre o Investimento (ROI), que é o retorno sobre determinado investimento realizado e contabilizado em meses, a fim de amortizar o valor investido. As medidas intangíveis compõem boa parte dos benefícios mais importantes da implantação de um sistema de automação e informática, porém a medição do impacto financeiro é complexa.
Justificativas tangíveis para adotar um LIMS
Estas são derivadas da economia de tempo (ou seja, ganhos de eficiência) e, portanto, economias de custos que podem ser realizadas através da implementação e utilização de um LIMS. Ao documentar esses fatores, procure gargalos e tarefas repetitivas em seu fluxo de trabalho de laboratório que podem ser aliviadas por meio da automação do LIMS. Algumas das áreas clássicas a serem analisadas incluem:
- · Redução do tempo investido em tarefas manuais como transcrição de dados, cálculo de resultados, geração de documentos, bem como demais atividades que podem ser eliminadas ou reduzidas com o uso automação e informática;
- · Redução dos custos através da melhor utilização dos recursos materiais como insumos para análises, equipamentos, etc.;
- · Aumento da capacidade produtiva do laboratório com a mesma equipe através da melhor utilização dos recursos humanos, reduzindo custos e o desperdício de tempo em atividades que não agregam valor ao processo e focando-os nas atividades mais especializadas;
- · Redução de custos ou prejuízos gerados pelo atraso na liberação de resultados, ou erros nos resultados.
Depois de determinar o tempo necessário para a execução das tarefas, deverá ser estimado o tempo para fazer a mesma tarefa quando o LIMS for implantado. Subtrair os dois resultará na economia real de tempo, que será extrapolada para um ano inteiro. Calcule a economia de tempo anual e multiplique-a pelos custos (ou seja, salário e benefícios) de quem realiza as tarefas e você obterá a economia de custos anual de se ter um LIMS em sua operação.
Justificativas intangíveis para adotar um LIMS
Desenvolver suas justificativas na categoria intangível é muitas vezes mais difícil. Mesmo que um valor não possa ser obtido para esses itens, eles ainda são valiosos e muitas vezes acabam sendo os fatores decisivos para obter a aprovação do seu projeto. Alguns exemplos principais de justificativas intangíveis incluem:
- Maior disponibilidade de informações;
- Maior inovação;
- Maior colaboração;
- Redução de erros manuais;
- Maior agilidade no atendimento ao cliente;
- Menores desvios na qualidade;
- Maior organização;
- Menos burocracia;
- Melhor gestão ambiental;
- Maior clareza na tomada de decisões.
O investimento em automação e informática é um dos melhores meios para otimizar os processos laboratoriais proporcionando significativos incrementos na produtividade e qualidade dos resultados, bem como na redução de custos.
Portanto, caso queira analisar o ROI de um projeto de LIMS para o seu laboratório, a Actiz poderá lhe apoiar nesta tarefa, e mostrar os benefícios de se adotar o Actiz LIMS em sua empresa. Entre em contato conosco e agende uma demonstração gratuita!
Para o passo a passo completo de como calcular esse ROI, veja o guia ROI e Custos de LIMS: Como Calcular o Retorno.
Como transformar o intangível em argumento defensável
Justificativa intangível é onde boa parte das propostas técnicas se perde: o benefício é real, quem avalia sabe que é real, e o número apresentado não resiste a duas perguntas. A saída não é abandonar esses argumentos, é apresentá-los com o indicador aproximado certo e com a premissa declarada. A tabela abaixo faz essa tradução.
| Benefício “intangível” | Indicador aproximado que o representa | Como levantar hoje |
|---|---|---|
| Confiabilidade dos resultados | Reanálises por causa de registro, não por causa técnica | Classificar as reanálises do último trimestre |
| Tranquilidade em auditoria | Horas de preparação por ciclo e achados por categoria | Consolidar os dois últimos relatórios |
| Satisfação do cliente | Consultas de status recebidas e prazos estourados | Contar por uma semana; levantar atrasos do trimestre |
| Moral da equipe | Horas semanais em tarefa que não gera informação nova | Amostragem de tempo com a equipe |
| Imagem e credibilidade | Perdas de contrato ou de cliente com causa registrada | Levantar com a área comercial |
| Capacidade de crescer | Volume absorvido sem aumento proporcional de equipe | Comparar volume e quadro nos últimos 24 meses |
Duas orientações tornam essa tradução mais eficaz na apresentação. A primeira: declarar explicitamente que o indicador é uma aproximação do benefício, e não o benefício em si. Quem avalia investimento reconhece a diferença, e a honestidade sobre o limite da medida aumenta a credibilidade do conjunto em vez de reduzi-la. A segunda: separar em camadas, apresentando primeiro o que foi medido, depois o que foi estimado com premissa declarada, e por último o qualitativo que fica fora da conta. Misturar as três em um único número é o que faz uma proposta boa ser rejeitada pela sua premissa mais fraca. A última linha da tabela merece atenção especial em operações que crescem: comparar a curva de volume com a curva de quadro nos últimos dois anos costuma ser o argumento mais forte disponível, porque mostra à direção uma inclinação que ela já sente sem ter o número.
Uma camada que costuma faltar na justificativa, e que em operação regulada é a mais forte de todas: o risco de conformidade traduzido em lacuna concreta. Em vez de argumentar com “risco de achado em auditoria”, que é vago e fácil de descartar, vale verificar item por item se a operação atual atende a requisitos verificáveis. A trilha de auditoria automática e não desativável exigida pelo 21 CFR Part 11 existe hoje? O dado original do equipamento é preservado, como cobra o guia de integridade de dados em cGMP do FDA? Existe credencial individual, sem compartilhamento? Cada resposta negativa é uma lacuna nomeada, com custo de correção estimável, e isso é bem mais persuasivo que uma probabilidade de achado. Tem ainda a vantagem de ser verificável por quem avalia, o que transfere a discussão do terreno da opinião para o do fato.
Perguntas frequentes
Como justificar a aquisição de um LIMS para a diretoria?
Separando a conta em camadas e medindo antes. Primeiro o ganho tangível calculado com dado próprio: horas em digitação e conferência, horas em montagem de laudo, valor de insumo descartado por vencimento. Depois os benefícios intangíveis representados por indicadores aproximados, com a premissa declarada. E por último o qualitativo, fora da conta. Misturar as três camadas em um único número é o que faz uma proposta boa ser rejeitada pela premissa mais fraca.
Como medir um benefício intangível como confiabilidade?
Com um indicador aproximado que o represente e que possa ser levantado hoje. Para confiabilidade dos resultados, a proporção de reanálises cuja causa foi falha de registro em vez de problema técnico. Para tranquilidade em auditoria, horas de preparação por ciclo e achados por categoria. Para satisfação do cliente, consultas de status recebidas e prazos estourados. O indicador não é o benefício, é uma aproximação, e declarar isso aumenta a credibilidade.
Qual o argumento mais forte para uma operação em crescimento?
Comparar a curva de volume de análises com a curva de tamanho da equipe nos últimos vinte e quatro meses. Se o volume cresceu mais que o quadro, existe um limite se aproximando, e a direção geralmente já sente isso sem ter o número na mão. Se o quadro cresceu na mesma proporção, o argumento é o inverso e igualmente forte: cada aumento de volume tem custo linear de pessoal, e é exatamente essa linearidade que a automação quebra.
Declarar que um indicador é aproximado enfraquece a proposta?
Fortalece. Quem avalia investimento reconhece a diferença entre um número medido e uma aproximação, e vai testar a proposta por aí de qualquer forma. Apresentar a aproximação como se fosse medição convida exatamente o questionamento que derruba a credibilidade do conjunto. Nomear o limite da medida, e mostrar que a parte efetivamente medida já sustenta a decisão, é a construção que resiste a uma conversa técnica com o financeiro.





