Veja como o Actiz LIMS pode transformar seu laboratório

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Por que o LIMS ainda é inacessível para muitos laboratórios?

Entenda por que o custo da conformidade torna o LIMS inacessível para muitos laboratórios e como plataformas compartilhadas podem reduzir esse custo.

Na semana passada conversei com um laboratório que havia decidido dar um passo importante: substituir seus controles manuais por um Sistema de Gerenciamento de Informações de Laboratórios (LIMS). O objetivo era claro: centralizar informações, eliminar planilhas espalhadas, controlar amostras, equipamentos, métodos e documentos, além de garantir rastreabilidade para toda a operação.

Como qualquer empresa séria, eles fizeram o processo da forma correta. Levantaram requisitos, envolveram as áreas técnicas, avaliaram diferentes fornecedores, assistiram demonstrações e solicitaram propostas.

Quando as propostas chegaram, o projeto praticamente terminou.

Não porque o laboratório desistiu da transformação digital. Nem porque os fornecedores apresentaram soluções inadequadas. O investimento simplesmente não cabia no orçamento.

O que mais me chamou a atenção foi perceber que ninguém estava errado.

O laboratório tomou uma decisão racional. Os fornecedores cobraram um valor compatível com a complexidade de desenvolver e manter um software para um ambiente regulado. Todos fizeram a sua parte. Ainda assim, o projeto não aconteceu.

Infelizmente, essa situação está longe de ser um caso isolado.

Ao longo dos últimos anos vi esse mesmo cenário se repetir diversas vezes. Não por falta de interesse em tecnologia, nem por resistência à mudança.

Em muitos casos, o verdadeiro obstáculo é outro: o custo que a conformidade regulatória adiciona ao desenvolvimento e à implantação de um LIMS.

É justamente sobre isso que quero refletir.

LIMS não é apenas gestão de amostras

Existe ainda outro ponto que precisa ser considerado nessa discussão.

Quando falamos em LIMS, é comum reduzi-lo a um sistema de gestão de amostras: registrar materiais, executar análises, registrar resultados e emitir certificados.

Na prática, porém, o papel do LIMS dentro de muitos laboratórios já é muito maior.

Equipamentos precisam ser calibrados, qualificados, mantidos e ter seu histórico controlado. Reagentes, padrões e consumíveis precisam ter validade, lote, armazenamento e rastreabilidade acompanhados. Métodos, especificações, documentos, treinamentos e procedimentos precisam estar conectados à rotina analítica.

Embora alguns desses processos pertençam, na arquitetura corporativa tradicional, a sistemas como ERP, ou outros sistemas especializados, dentro do laboratório eles frequentemente acontecem sob responsabilidade da própria operação laboratorial.

E existe uma razão para isso: esses processos não são independentes da análise. Eles fazem parte dela.

Por isso, em muitas organizações, o LIMS deixou de ser simplesmente um sistema para gerenciar amostras. Ele passou a funcionar como a espinha dorsal operacional do laboratório.

Veja também: Software de gestão da qualidade para laboratório: como comparar as opções em 2026

O custo invisível da conformidade

O que realmente diferencia um LIMS destinado a laboratórios acreditados ou regulados é toda a infraestrutura necessária para garantir que cada informação registrada seja íntegra, rastreável e tecnicamente defensável.

Em um ambiente regulado, funcionalidades aparentemente simples precisam atender a requisitos rigorosos. A ISO/IEC 17025, a RDC 512/2021 e outras normas exigem rastreabilidade completa dos resultados, trilha de auditoria, controle de versões, gestão de mudanças, registros históricos e mecanismos capazes de demonstrar a integridade dos dados durante toda a vida útil do sistema.

Esses recursos raramente são percebidos pelo analista durante a rotina do laboratório. Eles não tornam, por si só, uma análise mais rápida. Mas são fundamentais para que o laboratório demonstre conformidade durante uma auditoria e mantenha a confiança nos resultados que entrega.

É essa infraestrutura — muito mais do que as telas do sistema — que torna o desenvolvimento, a validação e a manutenção de um LIMS significativamente mais complexos do que os de um software corporativo convencional.

A mesma exigência para realidades diferentes

A conformidade regulatória não é o problema.

Ela existe porque um resultado laboratorial pode influenciar decisões críticas para pessoas, pacientes, processos industriais e produtos. A rastreabilidade e a integridade dos dados não são opcionais.

O desafio está no fato de que laboratórios com estruturas completamente diferentes precisam demonstrar conformidade praticamente da mesma maneira.

Enquanto grandes organizações contam com equipes dedicadas de qualidade, validação e tecnologia, pequenos laboratórios precisam absorver esse esforço com recursos muito mais limitados.

Na prática, implantar um LIMS deixa de ser apenas um projeto de software. Passa a envolver validação, documentação, gestão de riscos, testes, treinamento, procedimentos operacionais e controle contínuo de mudanças.

O resultado é conhecido: muitos laboratórios permanecem utilizando planilhas e processos manuais não porque sejam melhores, mas porque representam a única alternativa financeiramente viável.

Esse é um paradoxo difícil de ignorar.

Ferramentas com baixo nível de controle continuam sendo utilizadas enquanto tecnologias capazes de aumentar a rastreabilidade e reduzir erros encontram uma barreira de entrada elevada justamente por causa do custo necessário para comprovar sua conformidade.

Veja também: 5 erros comuns na rotina de laboratórios e como um LIMS pode evitá-los

Quando a inovação deixa de fazer sentido econômico

Esse impacto não termina em um único laboratório.

Grandes organizações conseguem distribuir o investimento em tecnologia entre diversas unidades e um volume elevado de análises. Já para laboratórios menores, o mesmo investimento representa uma parcela significativa do orçamento.

Quando projetos de digitalização deixam de acontecer, todo o setor evolui mais lentamente.

Os laboratórios perdem eficiência. Os fornecedores concentram seus esforços em projetos maiores. Tecnologias mais avançadas, como recursos baseados em inteligência artificial, tornam-se acessíveis para um número reduzido de organizações.

O objetivo da conformidade sempre foi aumentar a confiança nos resultados laboratoriais.

A pergunta que precisamos fazer é outra: como preservar esse mesmo nível de confiança sem transformar a inovação em um investimento acessível apenas para uma parte do mercado?

Veja também: Como o LIMS facilita auditorias e acreditações

O problema não é a exigência. É a forma como atendemos a ela.

Na minha visão, o problema não está na regulação.

O problema é que ainda tratamos a conformidade como algo que precisa ser reconstruído a cada novo projeto.

Cada implantação recria processos, evidências, mecanismos de rastreabilidade, documentação e controles que, na essência, resolvem exatamente os mesmos requisitos enfrentados por centenas de outros laboratórios.

Em outras palavras, a exigência é comum a todo o mercado, mas o esforço para implementá-la continua sendo individual.

Em diversos setores da tecnologia essa lógica já mudou.

Hoje ninguém desenvolve do zero sua infraestrutura de pagamentos, autenticação ou armazenamento em nuvem. Essas capacidades passaram a fazer parte de plataformas compartilhadas, reduzindo drasticamente o custo para cada novo projeto.

Acredito que o mercado de LIMS seguirá o mesmo caminho.

Quanto mais os mecanismos de conformidade fizerem parte da arquitetura da plataforma — e deixarem de ser construídos cliente a cliente — menor será o custo para que laboratórios de qualquer porte atendam aos mesmos requisitos regulatórios.

A exigência permanece exatamente a mesma. O que muda é a tecnologia utilizada para implementá-la.

A visão que deu origem à Actiz

Foi essa reflexão que deu origem à Actiz.

Desde o início, entendemos que recursos como rastreabilidade, trilha de auditoria, controle de versões, assinatura eletrônica e demais mecanismos necessários para ambientes regulados deveriam nascer como parte da plataforma, e não como entregas específicas de cada implantação.

Quando essa infraestrutura é compartilhada, cada novo laboratório deixa de financiar a reconstrução dos mesmos mecanismos de conformidade.

Na prática, isso permite que laboratórios de diferentes portes utilizem a mesma base tecnológica, mantendo o mesmo nível de segurança, rastreabilidade e integridade dos dados, mas com um custo significativamente menor.

É esse o caminho em que acredito.

Não precisamos de normas menos rigorosas.

Precisamos de tecnologia madura o suficiente para tornar a conformidade economicamente acessível a qualquer laboratório.

Felippe Domingos

Felippe Domingos

Felippe Domingos é engenheiro químico e Co-Fundador da Actiz, empresa que oferece o LIMS mais avançado da América Latina para otimizar a gestão de laboratórios, com foco em eficiência e redução de custos.

Com mais de 200 projetos em setores como farmacêutico, alimentos e petroquímico, Felippe acumulou vasta experiência na implementação de sistemas LIMS. Em 2020, após um pedido de uma indústria de petróleo na Colômbia, fundou a Actiz, uma solução moderna e acessível, especialmente desenvolvida para atender os desafios de laboratórios na América Latina.

Hoje, a Actiz está presente em 4 países, atendendo segmentos como alimentos, biotecnologia e meio ambiente. Felippe compartilha suas ideias sobre automação e digitalização laboratorial no LinkedIn. Conecte-se com ele para saber mais sobre o futuro dos laboratórios com LIMS.

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