Veja como o Actiz LIMS pode transformar seu laboratório

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Dados e LIMS garantem qualidade em Alimentos

Talvez não percebamos, mas estamos o tempo todo analisando dados. No nosso cotidiano, tomamos decisões ao notar padrões em nossas experiências, que estão relacionadas às condições em que vivemos. Essas decisões são tomadas porque sentimos a capacidade de prever o que vai acontecer com base na interpretação dos dados que foram historicamente coletados.

Nas indústrias, é necessário utilizar os dados para tomar decisões baseadas em informações, entretanto, é possível que os dados históricos não sejam suficientes em todas as ocasiões. É preciso também estar aliado a sistemas, como o LIMS.

Existem diferentes fontes de dados, muitos deles provenientes do nosso ambiente, o qual muda rapidamente por estar em constante evolução. E não apenas o ambiente evolui, mas também a capacidade de adquirir novos conhecimentos a partir de dados que se transformam em Big Data, utilizando aprendizado de máquina e inteligência artificial.

Existem todos os tipos de dados que são gerados o tempo todo, e há muitas maneiras diferentes de coletá-los, mas devemos nos perguntar:

  • Qual problema preciso resolver ou que pergunta desejo responder a partir dos dados?
  • Quais dados preciso e como obtê-los garantindo sua confiabilidade?
  • Em qual formato preciso dos dados para que possam ser processados e analisados estatisticamente?
  • Como garanto a segurança, a disponibilidade e a atualização dos dados?
  • Qual é a maneira mais eficaz e assertiva de compartilhar o novo conhecimento adquirido a partir do processamento e análise dos dados?

Para as indústrias de alimentos e bebidas, é primordial garantir a segurança, inocuidade e qualidade de seus produtos, com o objetivo de gerar confiança no consumidor e aumentar suas vendas, cumprindo os requisitos normativos legais vigentes. Por isso, as empresas optam por certificações em gestão, que desempenham um papel importante ao orientar o cumprimento de requisitos e à melhoria contínua.

Para isso, é imprescindível coletar dados correspondentes a toda a cadeia produtiva, com o objetivo de assegurar a rastreabilidade dos processos, a identificação de desvios e o reconhecimento das características da produção. Com esses dados e com dados de pesquisa, é possível responder a perguntas que levam à melhoria dos produtos e à otimização de processos que representam um benefício tanto para a empresa quanto para os consumidores.

A importância de ter um LIMS na indústria de alimentos

Um Sistema de Gestão da Informação de Laboratório, ou Sistema LIMS, é uma ótima solução para que as indústrias de alimentos e bebidas possam gerenciar e otimizar a operação em seus laboratórios de controle de qualidade, e, portanto, ajuda em grande medida e se torna uma plataforma fundamental para garantir a segurança, inocuidade e qualidade dos produtos.

Com um Sistema LIMS, as indústrias de alimentos e bebidas asseguram a inocuidade dos dados, ou seja, sua legitimidade, confidencialidade, disponibilidade e rastreabilidade, mantendo um formato que facilita o processamento necessário para realizar análises estatísticas e gerar visualizações que permitam compreender a interpretação dos conhecimentos adquiridos a partir de um conjunto de dados.

Ao ter as informações organizadas, é mais fácil e confiável detectar desvios ou aspectos a melhorar, pois os processos de agrupamento e segregação de informações se tornam mais simples quando é necessário focar a observação nas condições das matérias-primas, insumos, materiais de embalagem, produtos em processo, produto acabado, condições ambientais, condições de manuseio, variáveis de operação, condições de armazenamento, condições de transporte, vida útil, entre outros.

Por outro lado, os laboratórios precisam garantir a confiabilidade dos resultados de suas análises, por meio da garantia metrológica, da competência de seu pessoal e da validação e verificação de suas metodologias de análise.

O sistema LIMS se torna a plataforma fundamental para que, por meio da confiabilidade dos resultados obtidos no laboratório, se possa confiar na segurança, inocuidade e qualidade dos produtos, como um sistema rastreável que permite conhecer toda a história da produção de cada lote e disponibilizar os dados para facilitar o reconhecimento de padrões que conduzem à melhoria contínua dos processos e à otimização dos recursos.

Com o sistema LIMS, ficam disponíveis os resultados da medição de diferentes variáveis de controle, próprias do produto ou das características da operação; com esses dados, é possível realizar análises estatísticas com o objetivo de observar o comportamento ao longo do tempo e identificar relações entre as variações e as condições de fabricação, assim como identificar oportunidades de melhoria.

Em algumas situações, torna-se complexo consolidar os dados e, por conseguinte, comunicar o conhecimento adquirido a partir do controle de qualidade para as diferentes partes interessadas da organização, como os outros departamentos da empresa: produção, compras, manutenção, logística, planejamento, recursos humanos, entre outros.

Com um sistema LIMS, as empresas da indústria de alimentos e bebidas contam com um sistema que centraliza as informações de controle de qualidade, assegurando que as partes interessadas da organização possam acessá-las no momento em que necessitarem, com dados atualizados em tempo real, garantindo que a fonte de informação seja única e verídica. Além disso, é possível automatizar comunicações, geração de relatórios, notificações e envio de e-mails com informações relevantes para o conhecimento dos processos.

Atualmente, existem ferramentas de inteligência de negócios como PowerBI, Tableau, QlikSense, utilizadas para extrair, transformar e carregar dados, que finalmente são usados para construir painéis de controle, gráficos e outros elementos visuais com o objetivo de mostrar o significado dos dados. No entanto, para a utilização desse tipo de ferramentas e de outras ferramentas digitais, é necessário dispor de dados organizados, que possam ser processados por meio de uma linguagem de consulta estruturada SQL (Structured Query Language, em inglês).

A importância da análise de dados para indústrias de alimentos

Em conclusão, a análise de dados é fundamental para as indústrias de alimentos e bebidas garantirem a segurança, inocuidade e qualidade de seus produtos.

Através da organização e gerenciamento eficiente dos dados, as empresas deste setor podem:

1. Assegurar a Rastreabilidade: Um sistema LIMS (Laboratory Information Management System) permite rastrear toda a cadeia produtiva, desde as matérias-primas até o produto final, facilitando a identificação de desvios e a implementação de ações corretivas.

2. Detectar Desvios e Oportunidades de Melhoria: Com os dados organizados e analisados de forma integrada, é mais fácil identificar problemas, entender as causas raiz e implementar melhorias nos processos.

3. Otimizar Recursos e Processos: A análise de dados auxilia na compreensão de padrões e relações entre variáveis, permitindo a otimização de recursos como matérias-primas, energia, mão-de-obra e logística.

4. Garantir a Confiabilidade dos Resultados: A integração de um sistema LIMS assegura a confiabilidade dos dados de laboratório, essenciais para atestar a qualidade e segurança dos produtos.

5. Disponibilizar Informações para Toda a Organização: Com os dados organizados e centralizados, as diferentes áreas da empresa (produção, compras, manutenção, logística, etc.) têm acesso às informações relevantes para a tomada de decisões.

6. Utilizar Ferramentas de Business Intelligence: A disponibilidade de dados organizados permite o uso eficaz de ferramentas de BI, como Power BI, Tableau, Actiz e QlikSense, para a geração de painéis de controle, análises e visualizações que impulsionam a melhoria contínua.

Portanto, a adoção de um sistema LIMS integrado e a análise efetiva dos dados são pilares fundamentais para as indústrias de alimentos e bebidas garantirem a segurança, inocuidade e qualidade de seus produtos, conquistando a confiança dos consumidores e mantendo-se competitivas no mercado.

Que perguntas o dado do laboratório passa a responder

O valor da análise de dados em um laboratório de alimentos fica abstrato enquanto não se nomeia a pergunta. A tabela abaixo lista perguntas concretas que só se tornam respondíveis quando o histórico está estruturado, e o que cada resposta permite decidir.

PerguntaO que é preciso ter registradoO que a resposta permite decidir
Qual fornecedor concentra os desvios de matéria-prima?Resultado de recebimento vinculado ao fornecedor e ao loteRenegociar, exigir plano de ação ou substituir
Qual etapa do processo gera mais reprovação?Ponto de coleta identificado em cada amostraOnde investir em controle, em vez de aumentar ensaio
Existe sazonalidade nos desvios?Série histórica com data e tipo de desvioReforçar controle no período de risco
O método está derivando ao longo do tempo?Controles internos registrados por corridaRecalibrar ou revalidar antes de reprovar lote
Qual o custo de insumo por análise?Consumo vinculado ao ensaio executadoComparar métodos e decidir terceirização
Quanto tempo cada etapa realmente leva?Registro de horário por etapa do fluxoAtacar o gargalo real, não o presumido
Nenhuma dessas perguntas exige ferramenta de análise avançada. Todas exigem que o dado tenha sido registrado com o contexto certo.

A observação do rodapé é o ponto central e vale insistir nela. O obstáculo para responder a essas perguntas quase nunca é falta de ferramenta estatística: é o dado ter sido registrado sem o contexto que permitiria agrupá-lo depois. Um resultado gravado sem o fornecedor, sem o ponto de coleta ou sem o lote de insumo é utilizável para liberar aquele lote e inútil para qualquer análise agregada. Isso tem uma implicação prática de projeto: decidir quais campos são obrigatórios no momento do registro é, na verdade, decidir quais perguntas a operação vai conseguir responder no ano seguinte. A quarta linha merece destaque por outro motivo, é a única de natureza preventiva: detectar deriva de método pela série de controles internos permite agir antes de reprovar produto, e não depois.

Sobre os autores

Felippe Domingos é engenheiro químico e Co-Fundador da Actiz, empresa que oferece o LIMS mais avançado da América Latina para otimizar a gestão de laboratórios, com foco em eficiência e redução de custos.

Com mais de 200 projetos em setores como farmacêutico, alimentos e petroquímico, Felippe acumulou vasta experiência na implementação de sistemas LIMS. Em 2020, após um pedido de uma indústria de petróleo na Colômbia, fundou a Actiz, uma solução moderna e acessível, especialmente desenvolvida para atender os desafios de laboratórios na América Latina.

Hoje, a Actiz está presente em 4 países, atendendo segmentos como alimentos, biotecnologia e meio ambiente. Felippe compartilha suas ideias sobre automação e digitalização laboratorial no LinkedIn. Conecte-se com ele para saber mais sobre o futuro dos laboratórios com LIMS.

Edder Alejandro Gutiérrez Betancur é engenheiro de alimentos e analista de dados com mais de 12 anos de experiência em controle de qualidade e gestão de laboratórios de análise. Na Actiz, Edder atua como Representante de Desenvolvimento de Negócios, apoiando laboratórios na implementação de soluções tecnológicas avançadas para otimizar processos e assegurar a conformidade com normas internacionais, como a ISO 17025.

Ao longo de sua trajetória, desenvolveu profunda expertise em certificações ISO9001, HACCP e PMO, além de experiência em sistemas de gestão de informação, incluindo LIMS, ERP, SIP e WMS. Destaca-se por sua habilidade em processamento de dados com SQL, planilhas e ferramentas de BI, criando relatórios e dashboards que auxiliam na tomada de decisões e na manutenção da qualidade.

Se você busca modernizar seu laboratório com um sistema LIMS eficiente e seguro, conecte-se com Edder no LinkedIn e descubra como a transformação digital pode impactar positivamente o controle de qualidade e a conformidade no setor laboratorial.

Perguntas frequentes

Que perguntas a análise de dados do laboratório permite responder?

Seis são especialmente úteis na indústria de alimentos: qual fornecedor concentra desvios de matéria-prima, qual etapa do processo gera mais reprovação, se existe sazonalidade nos desvios, se algum método está derivando ao longo do tempo, qual o custo de insumo por análise, e quanto tempo cada etapa do fluxo realmente leva. Todas orientam decisão concreta, de renegociar fornecedor a atacar o gargalo real em vez do presumido.

Preciso de ferramenta estatística avançada para isso?

Quase nunca. O obstáculo real não é falta de ferramenta, é o dado ter sido registrado sem o contexto que permitiria agrupá-lo depois. Um resultado gravado sem o fornecedor, sem o ponto de coleta ou sem o lote de insumo serve para liberar aquele lote e é inútil para qualquer análise agregada. Na prática, decidir quais campos são obrigatórios no momento do registro é decidir quais perguntas a operação conseguirá responder no ano seguinte.

Como detectar que um método está derivando antes de reprovar produto?

Acompanhando a série de controles internos por corrida, e não apenas o resultado isolado de cada amostra. Deriva se manifesta como sequência: vários pontos consecutivos do mesmo lado da média, ainda dentro do limite aceitável. Quem olha só o ponto individual não vê nada errado até o desvio cruzar o limite, momento em que já houve produto avaliado por um método fora de controle. É a única das análises citadas de natureza preventiva, e por isso a de maior retorno.

Como identificar qual fornecedor concentra os problemas?

Vinculando cada resultado de ensaio de recebimento ao fornecedor e ao lote entregue, o que permite agrupar por origem depois. Sem esse vínculo, a percepção sobre fornecedores é formada por episódios memoráveis, que não representam necessariamente a frequência real. Com o vínculo, a conversa de renegociação passa a se apoiar em contagem de ocorrências por fornecedor em um período, o que é bem mais difícil de contestar do que impressão.

Felippe Domingos

Felippe Domingos

Felippe Domingos é engenheiro químico e Co-Fundador da Actiz, empresa que oferece o LIMS mais avançado da América Latina para otimizar a gestão de laboratórios, com foco em eficiência e redução de custos.

Com mais de 200 projetos em setores como farmacêutico, alimentos e petroquímico, Felippe acumulou vasta experiência na implementação de sistemas LIMS. Em 2020, após um pedido de uma indústria de petróleo na Colômbia, fundou a Actiz, uma solução moderna e acessível, especialmente desenvolvida para atender os desafios de laboratórios na América Latina.

Hoje, a Actiz está presente em 4 países, atendendo segmentos como alimentos, biotecnologia e meio ambiente. Felippe compartilha suas ideias sobre automação e digitalização laboratorial no LinkedIn. Conecte-se com ele para saber mais sobre o futuro dos laboratórios com LIMS.

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