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LIMS para simplificar a coleta de resultados

Aprenda como usar o Sistema LIMS para simplificar a coleta de resultados laboratórios em nosso passo a passo.

Aprenda como usar o Sistema LIMS para simplificar a coleta de resultados laboratórios em nosso passo a passo. 

Facilitar o processo de coleta e documentação de resultados é algo que todo laboratório busca, mas são muitas as dificuldades encontradas para isso, principalmente se há a limitação de usar apenas papel e ferramentas de planilha para esse controle.

Porém, com um LIMS é possível automatizar todo esse processo, diminuindo a possibilidade de erro humano, e aumentando a economia de tempo e esforço. Para entender mais sobre, é só continuar lendo esse artigo.

Automação com LIMS

De todas as funções oferecidas por um LIMS moderno, a aquisição precisa e a comunicação dos resultados dos testes é um requisito central.

Basicamente, há duas maneiras de inserir dados de resultados no LIMS: manualmente ou diretamente a partir dos instrumentos de teste.

Entrar resultados manualmente é claramente bastante comum, mas oferece a possibilidade de erros de transcrição, especialmente se os resultados forem primeiro anotados em um caderno e depois escritos em LIMS.

A integração direta da instrumentação no LIMS elimina essa possibilidade e ajuda a atender aos requisitos de integridade e validade dos dados. 

Assista também: Como automatizar o controle de qualidade no Laboratório com o Sistema LIMS

Integridade dos Dados

integridade dos dados no processo de validação destes é fundamental para garantir a conformidade com as BPLs (Boas Práticas de Laboratório).

A integridade dos dados refere-se à integralidade, consistência e exatidão dos dados. Dados completos, consistentes e precisos devem ser atribuíveis, legíveis, gravados contemporaneamente, originais ou uma cópia verdadeira e precisa.

A entrada direta de dados de resultados no LIMS não só elimina erros de transcrição, mas também fornece níveis mais altos de automação e melhora a eficiência do laboratório.

Muitos laboratórios lidam com milhares de amostras por ano e múltiplos testes são realizados em cada amostra.

A entrada manual de todos estes resultados de teste pode ser demorada, de modo que a transferência direta pode levar a uma enorme melhoria na eficiência do laboratório.

As quatro formas de tirar o dado do equipamento

“Integrar o equipamento” descreve quatro arranjos técnicos bem diferentes, com custos e limitações distintos. Saber qual deles está sendo oferecido evita a frustração de contratar uma integração que não elimina a digitação. A tabela abaixo põe os quatro em paralelo.

FormaComo funcionaElimina a digitação?Limitação
Digitação com validaçãoPessoa digita; o sistema critica faixa e formatoNãoReduz erro grosseiro, não o erro de transcrição plausível
Importação de arquivoO equipamento gera arquivo; o sistema lê e associaSim, na maioria dos casosDepende de alguém exportar e do formato não mudar
Captura direta por driverO sistema lê o instrumento por porta ou redeSimExige driver específico por modelo de equipamento
Integração bidirecionalO sistema também envia a lista de trabalho ao equipamentoSim, e elimina a montagem da corridaMaior esforço de implantação; poucos modelos suportam
A primeira linha é frequentemente vendida como integração e não é: continua havendo transcrição, apenas com crítica.

Vale insistir nessa observação do rodapé, porque é a origem de uma expectativa frustrada comum. Validação de faixa e de formato no momento da digitação é um controle útil: pega o valor absurdo, a unidade trocada, o campo vazio. O que ela não pega é o erro plausível, um 12,4 digitado como 14,2, que está na faixa e no formato. Como esse é justamente o erro que chega ao resultado sem ser percebido, um sistema com validação forte e digitação mantida ainda tem o problema original. A segunda linha resolve na prática a maior parte dos casos e costuma ser o melhor ponto de partida, por depender apenas de o equipamento gerar arquivo. A quarta acrescenta um ganho que raramente entra na conta: quando o sistema envia a lista de trabalho ao instrumento, desaparece também o tempo de montar a corrida manualmente e o risco de analisar a amostra errada na posição errada.

O que verificar antes de prometer uma integração

Antes de assumir que um equipamento será integrado, três verificações evitam retrabalho de projeto: se o instrumento tem saída de dados acessível, em que formato, e se o formato é estável entre versões de firmware. Equipamentos antigos frequentemente têm saída apenas por porta serial ou impressão, o que ainda é integrável mas com esforço diferente. E há um caso que costuma surpreender: instrumentos cujo software proprietário exporta relatório em PDF, formato do qual extrair dado de forma confiável é caro e frágil. Nesses casos, a decisão honesta pode ser manter a digitação com validação para aquele equipamento específico e priorizar os de maior volume, em vez de forçar uma integração que vai quebrar a cada atualização.

Há um ganho da captura direta que raramente entra na justificativa e costuma ser o mais valioso em contexto regulado: a preservação do dado bruto. Quando o valor é digitado, o arquivo original do equipamento normalmente não é guardado, e o laboratório passa a ter apenas a transcrição. Isso tem duas consequências. A primeira é de conformidade: em inspeção, o dado original é solicitado, e o guia de integridade de dados em cGMP do FDA trata a sua ausência como falha de controle. A segunda é técnica e menos óbvia: com o arquivo bruto preservado, é possível reprocessar uma corrida antiga quando surge dúvida sobre a integração do pico, o critério de linha de base ou o cálculo aplicado. Sem ele, a única alternativa é reanalisar a amostra, quando ela ainda existe. Ou seja, a captura direta não apenas evita o erro de transcrição: ela mantém aberta uma possibilidade de investigação que a digitação fecha de forma definitiva.

Uma nota sobre a ordem de prioridade entre equipamentos, porque tentar integrar todos ao mesmo tempo é a forma mais comum de o projeto travar. O critério que funciona é ordenar por volume de resultados, não por facilidade técnica nem por preferência da equipe. Isso concentra o ganho onde o risco acumulado de transcrição é maior, e produz um resultado mensurável cedo, que sustenta o resto do projeto. Um levantamento simples resolve a priorização: contar, em uma semana típica, quantos resultados cada equipamento gera e quantos deles são digitados hoje. Na maioria dos laboratórios, dois ou três instrumentos respondem pela maior parte do volume, o que significa que integrar poucos itens já elimina a maior parte da digitação. Os equipamentos de baixo volume podem permanecer com digitação e validação por bastante tempo sem prejuízo relevante, e essa é uma decisão de engenharia legítima, não uma concessão.

Perguntas frequentes

Quais são as formas de integrar um equipamento ao LIMS?

Quatro, com custos e resultados bem diferentes. Digitação com validação de faixa e formato, que não elimina a transcrição. Importação de arquivo gerado pelo equipamento, que resolve a maior parte dos casos. Captura direta por driver, em que o sistema lê o instrumento por porta ou rede. E integração bidirecional, em que o sistema também envia a lista de trabalho ao equipamento, eliminando além da digitação o tempo de montar a corrida.

Validação de faixa no momento da digitação resolve o erro de transcrição?

Não. Ela pega o erro grosseiro: valor absurdo, unidade trocada, campo vazio. O que não pega é o erro plausível, um 12,4 digitado como 14,2, que está dentro da faixa e no formato correto. Como esse é justamente o erro que chega ao resultado sem ser percebido, um sistema com validação forte e digitação mantida continua com o problema original. Validação é um controle útil, mas é detectivo e parcial, não preventivo.

Por onde começar uma integração de equipamentos?

Pela importação de arquivo nos instrumentos de maior volume, porque é a forma que depende apenas de o equipamento gerar um arquivo, sem driver específico. Isso concentra o ganho onde o risco acumulado é maior e entrega resultado rápido. Antes de prometer qualquer integração, verificar três coisas: se o instrumento tem saída de dados acessível, em que formato, e se o formato é estável entre versões de firmware.

É possível integrar equipamentos antigos?

Em geral sim, mas com esforço diferente: instrumentos antigos costumam ter saída apenas por porta serial ou por impressão, o que é integrável com adaptação. O caso realmente problemático é o de equipamentos cujo software proprietário exporta apenas relatório em PDF, formato do qual extrair dado de forma confiável é caro e frágil. Nesses, a decisão honesta pode ser manter digitação com validação e priorizar os equipamentos de maior volume.

Felippe Domingos

Felippe Domingos

Felippe Domingos é engenheiro químico e Co-Fundador da Actiz, empresa que oferece o LIMS mais avançado da América Latina para otimizar a gestão de laboratórios, com foco em eficiência e redução de custos.

Com mais de 200 projetos em setores como farmacêutico, alimentos e petroquímico, Felippe acumulou vasta experiência na implementação de sistemas LIMS. Em 2020, após um pedido de uma indústria de petróleo na Colômbia, fundou a Actiz, uma solução moderna e acessível, especialmente desenvolvida para atender os desafios de laboratórios na América Latina.

Hoje, a Actiz está presente em 4 países, atendendo segmentos como alimentos, biotecnologia e meio ambiente. Felippe compartilha suas ideias sobre automação e digitalização laboratorial no LinkedIn. Conecte-se com ele para saber mais sobre o futuro dos laboratórios com LIMS.

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