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RDC 47/13: BPF em produtos saneantes com LIMS

Entenda a RDC 47/13 e como aplicar as Boas Práticas de Fabricação em saneantes com tecnologia, treinamentos e um sistema LIMS eficiente.

Na indústria de saneantes, conformidade é sinônimo de confiança e, para quem atua nesse setor, garantir que os produtos atendam às exigências da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 47/2013, publicada pela ANVISA, é um compromisso com a saúde pública e com a credibilidade da marca. E um LIMS pode ajudar nisso!

A RDC 47/13 é uma norma que estabelece as Boas Práticas de Fabricação (BPF) para Produtos Saneantes, cobrindo desde infraestrutura e capacitação da equipe até testes laboratoriais, rastreabilidade e gestão de reclamações. 

Neste artigo, você vai entender o impacto da RDC 47/13 na rotina das empresas fabricantes de saneantes, além de como um Sistema de Gerenciamento de Informações Laboratoriais (LIMS) pode ser o seu maior aliado para alcançar a conformidade e ainda, ao final, indicamos um minicurso gratuito e certificado com especialistas renomados para aprofundar seus conhecimentos. 

O que é a RDC 47/13 e por que ela é tão importante para o setor de saneantes? 

A RDC nº 47/2013 é a norma da ANVISA que estabelece as diretrizes das Boas Práticas de Fabricação (BPF) para produtos saneantes. Ela define os requisitos mínimos que garantem a qualidade, segurança e eficácia desses produtos, desde a escolha de matérias-primas até a liberação do produto final.  

Diferentemente de outras resoluções, a RDC 47/13 não se limita a recomendações: ela exige um Sistema de Gestão da Qualidade estruturado, com procedimentos documentados, controle de processos, pessoal treinado e um laboratório com capacidade de monitorar e validar a produção. 

A aplicação correta dessa norma não é apenas uma exigência legal, mas também o que garante que os produtos entregues ao mercado estejam livres de contaminações, com formulações eficazes e seguras para o consumidor. Dessa forma, ao seguir a norma as empresas asseguram a integridade dos seus produtos, fortalecendo sua credibilidade e protegendo a saúde pública. 

Confira no blog da Actiz: Como um LIMS ajuda a estruturar o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ)  

Como garantir a conformidade com a RDC 47/13: ações práticas para o setor de saneantes 

Estar em conformidade com a RDC 47/2013 não se resume ao cumprimento pontual da norma, mas sim a um esforço contínuo que envolve a consolidação de boas práticas na rotina organizacional. Embora o uso do LIMS não seja uma exigência da norma, ela atua como uma facilitadora essencial, apoiando o monitoramento de processos, a gestão de documentos e a análise de dados, o que contribui para decisões mais seguras, rastreáveis e alinhadas à regulamentação. 

Além disso, investir em cursos e treinamentos especializados é fundamental para que os profissionais compreendam a norma e saibam aplicá-la corretamente em suas rotinas. A realização de auditorias internas periódicas também é uma prática indispensável: ela permite identificar não conformidades, mapear oportunidades de melhoria e manter os processos sempre alinhados às exigências regulatórias. 

Acima de tudo, é importante entender que a conformidade depende do comprometimento de toda a organização, desde a alta gestão até a linha de produção. Sem esse alinhamento, manter padrões elevados de qualidade e segurança se torna inviável no longo prazo. 

Como o LIMS contribui para a conformidade com a RDC 47/13 

Para atender de forma consistente às exigências da RDC 47/13, é essencial contar com um sistema que vá além do controle manual de processos. Um Sistema de Gerenciamento de Informações Laboratoriais (LIMS), também conhecido como Laboratory Information Management System, ajuda laboratórios e fabricantes a digitalizar, automatizar e padronizar processos críticos. 

O Actiz LIMS é uma plataforma completa que digitaliza, automatiza e padroniza atividades críticas, promovendo rastreabilidade total, redução de falhas e eficiência operacional em todas as etapas. 

Com módulos específicos como gerenciamento de amostras, lotes, solicitações de análise, amostragem e configuração de análises, o LIMS permite organizar toda a cadeia de execução do trabalho de forma estruturada e inteligente — desde a entrada da amostra até a emissão dos laudos. 

Ao integrar áreas como produção, laboratório e garantia da qualidade, o Actiz LIMS promove maior visibilidade operacional, agilidade na tomada de decisão e redução de falhas humanas, fatores fundamentais para quem busca excelência e conformidade contínua com a RDC 47/2013. 

O que diferencia o controle de qualidade de saneantes

Saneantes têm um perfil de controle próprio, e transferir para eles o desenho usado em medicamentos gera lacuna em pontos específicos. A tabela abaixo aponta onde as exigências divergem, o que ajuda a dimensionar o que precisa existir no laboratório.

AspectoParticularidade em saneantesO que o laboratório precisa sustentar
Eficácia do produtoAção declarada precisa ser comprovada por ensaio específicoEnsaio de atividade compatível com a alegação do rótulo
Concentração do ativoAtivos frequentemente voláteis ou instáveisDoseamento com controle de perda ao longo da validade
Corrosividade e pHAfeta segurança de uso e material da embalagemEnsaio de pH e compatibilidade produto e embalagem
Rotulagem e alegaçãoA alegação define o ensaio obrigatórioVínculo entre o que o rótulo diz e o dado que sustenta
Contaminação microbiológicaO produto pode conter ativo antimicrobianoNeutralização adequada antes do ensaio microbiológico
EstabilidadePerda de ativo compromete a eficácia declaradaEstudo que cubra a condição real de armazenamento
A quinta linha é o erro técnico mais específico da categoria: ensaiar microbiologia sem neutralizar o ativo produz falso negativo.

Vale desenvolver essa quinta linha, porque é uma armadilha técnica que não existe em outras categorias. Um saneante contém, por definição, substância com ação antimicrobiana. Se a amostra for levada ao ensaio microbiológico sem etapa de neutralização adequada, o próprio produto inibe o crescimento no meio de cultura, e o resultado sai negativo independentemente da carga real. É um falso negativo que passa por todas as conferências, porque o registro fica internamente coerente. A validação do procedimento de neutralização é, portanto, parte do ensaio e não um detalhe metodológico. A quarta linha tem consequência regulatória de outra natureza: em saneantes, a alegação do rótulo determina quais ensaios são obrigatórios, o que significa que uma mudança de texto promocional pode criar uma exigência analítica nova. Manter o vínculo entre alegação e dado que a sustenta evita a situação de ter no rótulo uma afirmação que o laboratório não consegue comprovar.

Quer dominar a RDC 47/13? Faça o minicurso gratuito! 

Entender os requisitos da norma é essencial, mas saber como aplicar na prática é o que realmente garante a conformidade. Pensando nisso, em parceria com a Biochemie e a ER Analítica, desenvolvemos o minicurso online e gratuito “RDC 47/13 — Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes”, com 4 horas de conteúdo prático, certificado e acesso por 365 dias. 

O curso é ministrado por profissionais de destaque nas áreas de qualidade, BPF e tecnologia laboratorial: 

  • Ingrid Ferreira Costa – CEO da Biochemie, especialista em Boas Práticas de Fabricação e normas ISO. 
  • Hadassah Rocha – Biomédica, auditora e referência nacional em sistemas da qualidade. 
  • Renato Rainho – Diretor da ER Analítica, especialista em calibração, controle e metrologia. 
  • Vitor Moreira – Mestre em Química Analítica com foco em tecnologias para gestão laboratorial. 

A ementa do curso cobre todos os pontos essenciais para aplicar a RDC 47/2013 na rotina das empresas fabricantes de saneantes: 

  1. Sistema de Gestão da Qualidade 
  2. Responsabilidade Técnica e Recursos Humanos 
  3. Infraestrutura e Condições das Instalações 
  4. Qualificação e Manutenção dos Equipamentos 
  5. Controle de Matérias-Primas e Materiais de Embalagem 
  6. Procedimentos Operacionais Padronizados de Produção 
  7. Controle de Qualidade e Testes Laboratoriais 
  8. Documentação, Registros e Rastreabilidade 
  9. Gerenciamento de Reclamações e Recolhimento de Produtos 
  10. Auditorias Internas e Melhoria Contínua 

Se você atua ou pretende atuar na área de saneantes e quer entender como aplicar as Boas Práticas exigidas pela ANVISA, esse curso é para você.  

Acesse agora o minicurso gratuito e impulsione sua conformidade com a RDC 47/13. 

Actiz LIMS: sua base para garantir qualidade e conformidade no setor de saneantes 

O Actiz LIMS é a solução desenvolvida para atender aos rigorosos padrões regulatórios da indústria química, farmacêutica, de saneantes, entre outras 

Transforme seu processo de controle de qualidade em um diferencial competitivo. Fale com nossos especialistas e descubra como o Actiz LIMS pode apoiar sua operação com tecnologia, segurança e eficiência. 

Perguntas frequentes

O que a RDC 47/13 exige do controle de qualidade de saneantes?

A resolução estabelece as Boas Práticas de Fabricação para produtos saneantes, e para o laboratório o efeito é definir o que precisa ser demonstrado por ensaio: eficácia compatível com a ação declarada no rótulo, concentração do ativo com controle de perda ao longo da validade, pH e compatibilidade com a embalagem, controle microbiológico com neutralização adequada, e estabilidade na condição real de armazenamento. O que costuma pegar o laboratório desprevenido não é a lista, é a interdependência entre os itens: a alegação de rótulo define o ensaio de eficácia, o ensaio de eficácia só é válido se a concentração do ativo estiver dentro da especificação naquele momento da validade, e essa concentração só é conhecida se o estudo de estabilidade cobrir a condição em que o produto realmente fica armazenado. Tratar cada exigência como um ensaio isolado é o caminho mais comum para um dossiê internamente coerente e indefensável.

Por que é preciso neutralizar o ativo antes do ensaio microbiológico de saneante?

Porque o saneante contém, por definição, substância com ação antimicrobiana. Sem neutralização adequada, o próprio produto inibe o crescimento no meio de cultura e o resultado sai negativo independentemente da carga microbiana real. É um falso negativo que passa por todas as conferências, porque o registro fica internamente coerente: há amostra, há ensaio, há resultado dentro da especificação, e nada no dossiê indica que algo deu errado. Por isso a validação do procedimento de neutralização é parte do ensaio, não um detalhe metodológico — é ela que separa “não há microrganismo” de “não foi possível detectar microrganismo”. Na prática, isso exige demonstrar duas coisas com controles registrados: que o neutralizante inativa o ativo, e que ele próprio não inibe o crescimento do microrganismo de teste. Sem esses controles positivos documentados, o resultado negativo não é evidência de conformidade, é ausência de informação.

A alegação do rótulo muda os ensaios obrigatórios?

Em saneantes, muda. A ação declarada determina qual ensaio de eficácia é exigido, o que significa que uma alteração de texto promocional pode criar uma exigência analítica nova sem que ninguém do laboratório seja consultado. Manter registrado o vínculo entre cada alegação e o dado que a sustenta evita a situação mais incômoda dessa categoria: ter no rótulo uma afirmação que o laboratório não consegue comprovar quando a fiscalização pede. O ponto de controle prático fica fora do laboratório, na aprovação de arte e de material promocional: se a mudança de rótulo não dispara uma verificação analítica, o descompasso só aparece na inspeção, quando já há produto em circulação. Vale tratar cada alegação como um requisito com dono, prazo e evidência associada, do mesmo jeito que se trata uma especificação de ensaio — inclusive as alegações herdadas de versões antigas do rótulo, que ninguém revisou.

Estudo de estabilidade é necessário para saneantes?

É, e por uma razão específica da categoria: os ativos são frequentemente voláteis ou instáveis, e a perda de concentração ao longo do prazo compromete diretamente a eficácia declarada. Diferente de um produto em que a degradação gera principalmente questão de qualidade, aqui ela pode significar que o produto deixou de fazer o que o rótulo promete. O estudo precisa cobrir a condição real de armazenamento e transporte, não apenas a ideal — e é aí que a maioria dos estudos fica curta, porque foi desenhada para a condição de prateleira climatizada e o produto passa semanas em caminhão ou em depósito sem controle. A consequência é dupla: o prazo de validade fica sem sustentação e o ensaio de eficácia feito no início do período deixa de representar o produto que chega ao consumidor.

Felippe Domingos

Felippe Domingos

Felippe Domingos é engenheiro químico e Co-Fundador da Actiz, empresa que oferece o LIMS mais avançado da América Latina para otimizar a gestão de laboratórios, com foco em eficiência e redução de custos.

Com mais de 200 projetos em setores como farmacêutico, alimentos e petroquímico, Felippe acumulou vasta experiência na implementação de sistemas LIMS. Em 2020, após um pedido de uma indústria de petróleo na Colômbia, fundou a Actiz, uma solução moderna e acessível, especialmente desenvolvida para atender os desafios de laboratórios na América Latina.

Hoje, a Actiz está presente em 4 países, atendendo segmentos como alimentos, biotecnologia e meio ambiente. Felippe compartilha suas ideias sobre automação e digitalização laboratorial no LinkedIn. Conecte-se com ele para saber mais sobre o futuro dos laboratórios com LIMS.

2 comentários

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  1. olá, sou enfermeira e estava pesquisando sobre saneantes, entrei nessa pagina onde tem o minicurso da RDC 47/13, AO ACESSAR DÁ INDISPOIVEL.
    trabalho em uma comissão de CCI hospitalar e busco conhecimento sobre a area.