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Quando revalidar um método analítico, e como saber disso

Descubra como a integração do Sistema LIMS na validação de métodos analíticos representa um avanço significativo na busca por resultados confiáveis.

A integração do Sistema LIMS na validação de métodos analíticos representa um avanço significativo na busca por resultados confiáveis e precisos nos laboratórios. Por isso, a abrangência e capacidade do LIMS em registrar, organizar e analisar dados críticos para cada parâmetro da validação, desde linearidade e precisão até limites de detecção e quantificação, tornam-se essenciais para garantir a qualidade dos métodos empregados. Saiba mais neste artigo!

De fato, utilizar o Sistema de Gerenciamento de Informações de Laboratório (LIMS) na validação de métodos analíticos é uma abordagem estratégica para garantir a confiabilidade e precisão dos resultados laboratoriais. Sendo assim, esse sistema oferece uma plataforma robusta para centralizar dados, desde os protocolos de validação até os resultados obtidos em testes analíticos. Portanto, a capacidade do LIMS de armazenar, organizar e analisar informações permite uma avaliação minuciosa de cada parâmetro crítico durante a validação, incluindo seletividade, linearidade, precisão e exatidão.

Além disso, o Sistema LIMS desempenha um papel fundamental na rastreabilidade e auditoria dos processos de validação. Dessa forma, ele registra cada etapa do procedimento, desde a preparação das amostras até a análise estatística dos dados. Essa rastreabilidade detalhada não apenas facilita a conformidade regulatória, mas também fornece insights valiosos para ajustes e melhorias nos métodos analíticos, impulsionando a excelência laboratorial.

Portanto, a automatização de tarefas repetitivas e a geração de relatórios personalizados são outras vantagens oferecidas pelo LIMS. Sendo assim, ao reduzir a dependência de processos manuais e propensos a erros, esse sistema aumenta a eficiência da validação de métodos analíticos, permitindo que os profissionais dediquem mais tempo à análise crítica dos dados e à otimização dos processos laboratoriais. Neste artigo, saiba mais como o sistema LIMS pode ajudar em cada parâmetro.

Assista também: Validação de métodos no laboratório: como garantir confiabilidade

Validação de métodos no laboratório: como garantir confiabilidade — canal da Actiz no YouTube.

Quando um método precisa ser revalidado

Os parâmetros de validação estão descritos abaixo e também, com o recorte de quais são indispensáveis em cada tipo de ensaio, em métodos analíticos sem validação adequada. O que este texto trata é a pergunta seguinte, e menos discutida: validado uma vez, quando o método precisa ser validado de novo? A tabela abaixo lista os gatilhos.

GatilhoEscopo da revalidaçãoComo o gatilho é percebido
Mudança de equipamento ou de modeloParâmetros afetados pela nova resposta instrumentalRegistro de aquisição e de qualificação
Mudança de matriz da amostraSeletividade e exatidão, no mínimoCadastro do tipo de amostra no ensaio
Mudança de reagente ou de fornecedor críticoExatidão e precisãoRegistro do lote de insumo por ensaio
Alteração no procedimentoDepende do que mudou; avaliar e justificarControle de versão do método
Deriva detectada nos controles internosInvestigação e, se confirmada, revalidaçãoRegras de tendência sobre a série
Desempenho ruim em ensaio de proficiênciaInvestigação de causa antes da revalidaçãoResultado do provedor, comparado ao interno
Nova exigência regulatória ou de clienteParâmetros que passaram a ser cobradosAcompanhamento normativo
A terceira coluna é o que separa um programa que funciona de um que depende de alguém lembrar: cada gatilho precisa de uma fonte que o sinalize.

Vale desenvolver a terceira coluna, porque é onde a maioria dos programas de validação falha silenciosamente. Os sete gatilhos são conhecidos e constam de qualquer procedimento; o problema é que percebê-los depende de informação que costuma estar em lugares diferentes. A troca de lote de reagente só sinaliza revalidação se o lote estiver registrado por ensaio. A deriva só aparece se houver regra de tendência aplicada sobre a série de controles. E a mudança de matriz só é percebida se o tipo de amostra estiver cadastrado no ensaio, e não descrito em texto livre. Quando essas informações vivem em planilhas separadas, o gatilho existe no papel e não dispara na prática, e a revalidação passa a acontecer por calendário, que é o critério menos correlacionado com necessidade real. A quinta linha é a mais valiosa das sete justamente porque é preventiva: detecta a necessidade antes de o resultado ser questionado.

Sistema LIMS e os Parâmetros de Validação de Métodos Analíticos

A interseção entre o Sistema LIMS e a Validação de Métodos Analíticos é fundamental para laboratórios que buscam garantir a conformidade regulatória e a excelência na produção de resultados confiáveis. Com a capacidade de registrar, organizar e analisar informações detalhadas, o LIMS se torna um aliado estratégico ao oferecer uma visão precisa dos parâmetros que validam a eficácia e precisão dos métodos analíticos. A seguir confira a contribuição para cada parâmetro da validação.

Linearidade

A integração do Sistema de Gerenciamento de Informações de Laboratório (LIMS) oferece uma abordagem sistemática para avaliar a linearidade dos métodos analíticos. O LIMS armazena dados de calibração e resultados de testes, permitindo uma análise detalhada da relação entre concentração e resposta analítica ao longo do tempo. Sendo assim, o sistema proporciona uma compreensão abrangente da faixa de linearidade do método, facilitando ajustes e otimizações para garantir resultados precisos em diversas concentrações.

Faixa de Trabalho

O LIMS desempenha um papel fundamental na determinação e avaliação da faixa de trabalho dos métodos analíticos. Ao registrar dados de calibração e resultados de testes, o sistema permite uma análise abrangente das concentrações em que o método mantém precisão e linearidade aceitáveis. Essa capacidade de rastreamento e análise facilita a identificação dos limites operacionais do método, fornecendo insights cruciais para a utilização confiável em diferentes cenários analíticos.

Duas analistas mascaradas observando equipamento de laboratório, validação de métodos analíticos.

Precisão

A precisão, um parâmetro essencial na validação de métodos analíticos, é aprimorada pela integração do Sistema LIMS. Ao centralizar dados de replicatas e análises, o sistema oferece uma visão detalhada das variações nos resultados, permitindo uma avaliação minuciosa da precisão do método. A capacidade de registrar e analisar esses dados ao longo do tempo proporciona insights valiosos para garantir a consistência e confiabilidade dos resultados analíticos.

Exatidão 

O Sistema LIMS desempenha um papel crítico na avaliação da exatidão dos métodos analíticos ao registrar e comparar dados de materiais de referência e resultados obtidos. Essa capacidade de rastreamento preciso permite uma análise detalhada da precisão do método em relação aos valores reais, garantindo a confiabilidade e acurácia das análises realizadas.

Robustez

A robustez dos métodos analíticos é aprimorada pela integração do Sistema LIMS. Ao registrar parâmetros experimentais e condições de análise, o sistema facilita uma avaliação abrangente da capacidade do método em resistir a variações experimentais. Sendo assim, essa funcionalidade contribui para garantir a consistência e confiabilidade dos resultados analíticos, mesmo diante de mudanças nas condições de teste.

Limite de Quantificação

A determinação precisa do limite de quantificação dos métodos analíticos é aprimorada pela utilização do Sistema LIMS. Por fim, ao registrar dados sensíveis e analisar medidas de baixo nível, o sistema facilita a identificação precisa do limite em que o método pode quantificar substâncias com confiança, proporcionando uma compreensão detalhada da sensibilidade analítica.

Limite de Detecção 

A capacidade do Sistema LIMS de armazenar e analisar medidas de baixo nível é crucial na determinação do limite de detecção dos métodos analíticos. Sendo assim, ao registrar dados sensíveis, o sistema facilita a identificação precisa do limite em que o método pode detectar a presença de substâncias, contribuindo para uma avaliação robusta da sensibilidade analítica do método.

Conclusão

Em resumo, a integração do Sistema LIMS na validação de métodos analíticos representa um avanço significativo na busca por resultados confiáveis e precisos nos laboratórios. Por isso, a abrangência e capacidade do LIMS em registrar, organizar e analisar dados críticos para cada parâmetro da validação, desde linearidade e precisão até limites de detecção e quantificação, tornam-se essenciais para garantir a qualidade dos métodos empregados. Essa ferramenta oferece não apenas um repositório centralizado para informações, mas também possibilita análises estatísticas detalhadas e rastreabilidade meticulosa, impulsionando a compreensão e a melhoria contínua dos métodos analíticos. 

Perguntas frequentes

Quando um método analítico precisa ser revalidado?

Sete gatilhos justificam revalidação: mudança de equipamento ou de modelo, mudança de matriz da amostra, mudança de reagente ou de fornecedor crítico, alteração no procedimento, deriva detectada nos controles internos, desempenho ruim em ensaio de proficiência, e nova exigência regulatória ou de cliente. O escopo varia por gatilho: nem toda revalidação precisa cobrir todos os parâmetros, mas a decisão sobre o escopo precisa estar justificada e registrada.

Revalidação por calendário é suficiente?

É o critério menos correlacionado com necessidade real, e costuma ser adotado justamente quando os gatilhos verdadeiros não são percebidos. Revalidar de dois em dois anos um método estável consome esforço sem reduzir risco, e ao mesmo tempo deixa passar meses um método que derivou depois de uma troca de lote de reagente. O calendário funciona como rede de segurança complementar, não como critério principal.

Por que os gatilhos de revalidação não disparam na prática?

Porque percebê-los depende de informação que costuma estar em lugares separados. A troca de lote de reagente só sinaliza revalidação se o lote estiver registrado por ensaio. A deriva só aparece se houver regra de tendência aplicada sobre a série de controles internos. E a mudança de matriz só é percebida se o tipo de amostra for um campo cadastrado, e não texto livre. Quando essas informações vivem em planilhas separadas, o gatilho existe no procedimento e não dispara.

Qual gatilho de revalidação tem mais valor?

A deriva detectada nos controles internos, porque é o único preventivo: identifica a necessidade antes de o resultado ser questionado por cliente ou por auditoria. Os demais são reativos a um evento já ocorrido, como troca de equipamento ou reprovação em proficiência. Para que esse gatilho funcione, é preciso aplicar regras de decisão sobre a sequência de resultados de controle, e não apenas comparar cada ponto isolado com o limite.

Ingrid Ferreira

Ingrid Ferreira

Bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas. Possui formação em
Química, Ciências Farmacêuticas, Gestão da Qualidade e Cosmetologia. É
Especialista em Gestão de Projetos de Inovação e Sustentabilidade. Auditora
em normas do Sistema de Gestão da Qualidade. Membro da Comissão
Técnica de Divulgação do CRQ-IV/SP e de comitês nacionais da ABNT.
Reconhecida como LinkedIn Top Voice 2024 e LinkedIn Creator 2022.

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