Veja como o Actiz LIMS pode transformar seu laboratório

Peça uma demo

Como vencer a resistência interna à adoção de um LIMS

Descubra os principais sinais de que seu laboratório precisa de um LIMS para melhorar eficiência, produtividade e satisfação de clientes e equipe.

Diagnosticar que o laboratório precisa de um LIMS costuma ser a parte fácil. Quem convive com a rotina já sabe onde dói: o prazo que cresce sem explicação, a amostra que está no laboratório mas ninguém sabe onde, a planilha que ninguém garante ser a versão mais recente. O diagnóstico raramente é o que trava o projeto.

O que trava vem depois, e tem nome: objeção interna. Cada área da empresa levanta uma, por motivos legítimos e a partir da experiência que ela tem. A coordenação olha para a agenda, o financeiro olha para o orçamento, a TI olha para o que já existe, e quem viveu uma implantação que deu errado olha para a cicatriz. Nenhuma dessas pessoas está sendo difícil: elas estão protegendo algo real.

Este artigo trata desse segundo momento — como responder a cada objeção com evidência em vez de entusiasmo. Se o que você procura é o diagnóstico em si, a lista de sinais que indicam a necessidade de um LIMS está em quando investir em um LIMS.

As objeções que aparecem depois do diagnóstico

Reconhecer que o laboratório precisa de um sistema é a parte fácil. O que costuma travar o projeto vem depois, na forma de objeções internas legítimas, cada uma vinda de uma área diferente. Se o que você procura é o diagnóstico em si, ele está em quando um laboratório precisa de um LIMS. Este texto trata do passo seguinte.

ObjeçãoDe quem normalmente vemO que responde de fato
“Não temos tempo para um projeto agora”Coordenação do laboratórioEscopo inicial de 2 ou 3 ensaios, não a operação toda
“A equipe não vai usar”Liderança técnicaFazer a equipe operar na demonstração, antes de decidir
“Já tentamos e não funcionou”Quem viveu uma implantação anteriorIdentificar o que falhou antes: escopo, dado ou processo
“Nosso processo é muito específico”Analistas senioresLevar os casos difíceis para a demonstração
“É caro demais”FinanceiroComparar com o custo atual medido, não com zero
“O ERP já faz isso”TIMostrar onde o modelo de dados do ERP para
“Vamos perder o histórico”Garantia da qualidadeDefinir o que migra e o que fica consultável no legado
Nenhuma dessas objeções é irracional. Todas têm resposta concreta, e nenhuma se resolve com argumento genérico de benefício.

A terceira linha é a mais delicada e a mais informativa. Quando alguém diz que já se tentou e não funcionou, insistir nos benefícios é o pior caminho: a pessoa tem evidência direta do contrário. O que funciona é investigar a falha anterior, porque ela costuma ter uma de três causas identificáveis. Escopo grande demais na largada, o que trava o projeto antes da primeira entrega. Dado ainda manual, o que faz o sistema herdar o erro da transcrição. Ou processo indefinido, caso em que o sistema apenas documentou a desorganização. Nomear qual das três aconteceu transforma uma objeção emocional em um requisito de projeto, e costuma converter o cético em quem mais defende o novo desenho.

Como transformar sintoma em argumento, por área

A resistência raramente cede a argumento genérico sobre eficiência. Ela cede quando a pessoa vê o próprio problema descrito com número. O caminho prático é pegar o sintoma que aquela área já reconhece e transformá-lo no argumento que responde à objeção dela.

Coordenação do laboratório — objeção: “não temos tempo para um projeto agora”. O sintoma que essa área reconhece é o prazo de entrega que cresce sem causa identificada. O argumento não é “o LIMS acelera”: é medir onde o tempo vai hoje. Cronometre, por uma semana, quanto tempo a equipe gasta procurando amostra, redigitando resultado e refazendo ensaio por erro de transcrição. Esse número é o custo de não fazer o projeto, e ele já está sendo pago.

Garantia da qualidade — objeção: “vamos perder o histórico”. O sintoma reconhecido aqui é outro: qualquer pessoa altera um registro e ninguém fica sabendo. É a mesma preocupação com integridade que sustenta a objeção, o que torna a conversa mais fácil do que parece. A resposta é definir por escrito, antes da virada, o que migra para o sistema novo e o que permanece consultável no legado — e mostrar que a trilha de auditoria resolve justamente o problema que essa área já tem hoje.

TI — objeção: “o ERP já faz isso”. O sintoma é a planilha dispersa em vários sistemas, sem ninguém saber qual é a versão vigente. O argumento útil não é comparar funcionalidades, é mostrar onde o modelo de dados do ERP para: ele conhece o lote, mas não conhece o método aplicado, a versão desse método, o equipamento usado e a calibração vigente na data do ensaio. Sem esses quatro campos ligados ao resultado, a não conformidade fica registrada sem que se consiga demonstrar que a ação corretiva atacou a causa.

Financeiro — objeção: “é caro demais”. O sintoma é conhecido e nunca medido: gasta-se muito tempo com entrada de dados, mas ninguém sabe quanto. Comparar o preço do sistema com zero é o erro que perde essa conversa. A comparação honesta é com o custo atual medido — horas de pessoal qualificado em atividade que não produz informação nova, mais o custo de repetir ensaio por erro evitável.

A sequência que costuma destravar o projeto

A ordem em que as coisas acontecem importa mais do que a qualidade de cada argumento isolado. Quatro passos, nesta ordem:

  • Medir antes de propor. Chegar à primeira reunião com o custo atual já cronometrado muda a natureza da conversa: deixa de ser uma proposta de gasto e passa a ser uma comparação entre dois custos.
  • Escopo de dois ou três ensaios, não a operação toda. Escopo grande na largada é a causa mais comum de implantação que trava antes da primeira entrega — e é o que alimenta o “já tentamos e não funcionou” da próxima vez.
  • Demonstração operada pela equipe, com os casos difíceis do laboratório. Não a apresentação do fornecedor com dados de exemplo. Quem vai usar precisa executar, e o caso levado tem que ser aquele que os analistas seniores consideram específico demais.
  • Definir a fonte oficial antes da virada. A partir de que data, para quais ensaios, o sistema novo é a fonte da verdade — e o antigo existe apenas para consulta de período anterior.

O que faz a resistência voltar depois do sim

Conseguir a aprovação não encerra o problema. Existem dois padrões que trazem a resistência de volta, e os dois são evitáveis.

O primeiro é manter o sistema antigo ativo “por segurança” depois que o novo entra. Passa a existir a possibilidade de duas respostas diferentes para a mesma pergunta, e o laboratório não consegue declarar qual é a oficial. Em auditoria isso é pior que a situação anterior, porque a divergência deixa de ser informal e passa a estar registrada em dois sistemas. É também o que dá razão retroativa a quem era contra.

O segundo é iniciar o piloto sem definir o que significa dar certo. Sem critério declarado antes — por exemplo, o tempo para reconstruir o histórico de uma amostra sorteada — a avaliação vira opinião, e opinião favorece quem já tinha resistência. Definir o número antes é o que permite dizer, ao fim do piloto, que funcionou.

Perguntas frequentes

Como lidar com a resistência da equipe à adoção de um LIMS?

Tratando cada objeção pelo que ela realmente é, porque nenhuma delas é irracional. Falta de tempo se responde com escopo inicial de dois ou três ensaios em vez da operação toda. Dúvida sobre adesão da equipe se responde fazendo a equipe operar na demonstração antes de decidir. Processo específico se responde levando os casos difíceis para a demonstração. Custo se responde comparando com o custo atual medido, não com zero.

O que responder a quem diz que “já tentamos e não funcionou”?

Não insistir nos benefícios, porque a pessoa tem evidência direta do contrário. O caminho é investigar a falha anterior, que costuma ter uma de três causas identificáveis: escopo grande demais na largada, que trava o projeto antes da primeira entrega; dado ainda manual, o que fez o sistema herdar o erro da transcrição; ou processo indefinido, caso em que o sistema documentou a desorganização. Nomear a causa converte a objeção em requisito de projeto.

Como responder à objeção de que o ERP já resolve?

Mostrando onde o modelo de dados do ERP para. Ele organiza a informação em torno de ordem de produção, material e lote; o laboratório organiza em torno de amostra, alíquota, método e replicata. Onde as duas estruturas coincidem, o módulo de qualidade resolve bem. Onde divergem, como em aliquotagem, ensaio com incubação e controle de desempenho de método, o que no sistema especializado é nativo precisa ser construído sob medida no ERP.

Como evitar perder o histórico ao migrar para um LIMS?

Definindo explicitamente, antes de começar, o que migra e o que permanece consultável no sistema legado. Migrar todo o histórico raramente se justifica: o custo cresce rápido e a qualidade do dado antigo costuma ser baixa. O desenho comum e defensável é migrar cadastros e o histórico do período que a norma exige manter acessível, e preservar o legado em modo consulta para o restante, com o procedimento documentando onde cada coisa está.

Felippe Domingos

Felippe Domingos

Felippe Domingos é engenheiro químico e Co-Fundador da Actiz, empresa que oferece o LIMS mais avançado da América Latina para otimizar a gestão de laboratórios, com foco em eficiência e redução de custos.

Com mais de 200 projetos em setores como farmacêutico, alimentos e petroquímico, Felippe acumulou vasta experiência na implementação de sistemas LIMS. Em 2020, após um pedido de uma indústria de petróleo na Colômbia, fundou a Actiz, uma solução moderna e acessível, especialmente desenvolvida para atender os desafios de laboratórios na América Latina.

Hoje, a Actiz está presente em 4 países, atendendo segmentos como alimentos, biotecnologia e meio ambiente. Felippe compartilha suas ideias sobre automação e digitalização laboratorial no LinkedIn. Conecte-se com ele para saber mais sobre o futuro dos laboratórios com LIMS.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *