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Conheça os 5 principais riscos no laboratório e saiba como garantir a segurança dos profissionais envolvidos no processo.

Conheça os 5 principais riscos no laboratório e saiba como garantir a segurança dos profissionais envolvidos no processo.
Quando se fala do trabalho dentro do laboratório, existem vários pilares que devem ser levados em conta para garantir um bom andamento dos processos. Mas, um dos mais importantes é com certeza a segurança.
A capacidade de diminuir ao máximo os riscos dentro do laboratório é um bom indicador de uma gestão bem-feita, e de um local que está de acordo com as BPL (Boas Práticas de Laboratório). E, para isso, é importante saber quais são esses riscos e como prevenir ou amenizá-los.
Por isso, nesse artigo você vai aprender sobre os 5 riscos que um profissional pode encontrar dentro do laboratório para poder se proteger deles.
1. Riscos de Acidentes
São os riscos que expõem a integridade física do indivíduo, ao colocá-lo em situações de perigo, colocando em risco também seu bem-estar físico e moral.
Encontrados em máquinas, equipamentos sem proteção adequada, armazenamento inadequado de produtos, os riscos de acidentes necessitam de uma gestão de laboratório experiente que evite que eles ocorram.
Esses acidentes incluem queimaduras cortes e perfurações, além de acidentes específicos à modalidade do laboratório.
2. Riscos Biológicos

Esses riscos estão relacionados à exposição do profissional a microrganismos estranhos ao seu corpo, o que pode resultar em doenças provenientes da contaminação. Esses microrganismos podem ser bactérias, fungos, vírus, parasitas, entre outros, e apresentam sério risco à saúde humana.
Por isso, é fundamental que haja um cuidado dentro do laboratório na hora de lidar com materiais biológicos, fazendo o uso de EPIs e seguindo as normas de manuseio de forma literal.
3. Riscos Ergonômicos
Responsáveis por afetar as características psicofisiológicas, os riscos ergonômicos são capazes de interferir de forma permanente na capacidade do profissional performar suas atividades dentro do laboratório.
Movimentos repetitivos, elevação e transporte excessivo de cargas, trabalho em turnos muito longos, monotonia e ambiente de trabalho desconfortável ou mal planejado. Todos esses fatores são riscos ergonômicos que devem ser levados em consideração para garantir a saúde dos colaboradores.
4. Riscos Físicos
No caso de riscos físicos, são os riscos gerados por máquinas e condições físicas dentro do laboratório que podem causar danos à saúde do trabalhador.
Por exemplo, quando o profissional é exposto à temperaturas extremas de frio ou calor, ou até mesmo uma mudança brusca entre elas.
Ou então, um ambiente de trabalho que está frequentemente exposto à ruídos e vibrações que afetam a audição da equipe. Alguns equipamentos que podem ser encontrados no laboratório e contribuem para os ruídos incluem centrifuga, capela de fluxo laminar, exaustor, autoclave, entre outros.
Além disso, a exposição à radiação ionizante e não ionizante, e pressões anormais dentro do ambiente de trabalho também caracterizam um risco à integridade física do profissional.
5. Riscos Químicos

Esses riscos estão diretamente ligados à exposição do trabalhador a substâncias ou agentes irritantes, corrosivos, oxidantes ou inflamáveis.
Podendo estar na forma líquida, gasosa ou como partículas no ambiente de trabalho, essas substâncias podem entrar no organismo por vias respiratórias, por ingestão ou até mesmo pela pele do profissional.
Dentro do laboratório, os riscos químicos são vários, com diversas situações em que o profissional precisa manusear substâncias irritantes, corrosivas, oxidantes ou inflamáveis. Por isso, é de extrema importância que haja cautela nesse manuseio, para evitar que esses materiais entrem em contato com o corpo do indivíduo.
Hommel Diamond
São vários os riscos que um profissional pode encontrar no laboratório, por isso é necessário fazer o uso de todas as ferramentas disponíveis para garantir a segurança da equipe.
Uma dessas ferramentas é o Hommel Diamond, uma simbologia utilizada pela NFPA que busca prevenir os riscos químicos, ao qualificar e quantificar os riscos envolvidos no produto químico a ser manuseado.
Com isso, o profissional sabe como proteger-se adequadamente para completar os processos de utilização do produto.
Dos cinco riscos, quais o registro efetivamente controla
Os cinco grupos de risco pedem controles de naturezas diferentes, e vale ser honesto sobre isso: parte deles é resolvida por engenharia e por equipamento de proteção, não por sistema de informação. A tabela abaixo separa o que é controle físico do que é controle documental, porque confundir os dois leva a plano de segurança com lacuna.
| Grupo de risco | Controle principal | O que o registro acrescenta |
|---|---|---|
| Acidentes | Engenharia, sinalização e procedimento | Histórico de ocorrências e de quase-acidentes, para achar padrão |
| Biológicos | Contenção, EPI e descarte adequado | Rastreabilidade da amostra e do descarte, com responsável |
| Ergonômicos | Layout, mobiliário e pausas | Distribuição de carga entre pessoas, que revela sobrecarga |
| Físicos | Isolamento, blindagem e monitoramento ambiental | Registro contínuo de temperatura, ruído e radiação |
| Químicos | Armazenamento segregado, capela e EPI | Inventário com incompatibilidades e ficha de segurança vigente |
Duas linhas merecem desenvolvimento porque é nelas que o registro deixa de ser acessório. A dos riscos químicos: manter inventário com as incompatibilidades declaradas e a ficha de dados de segurança vigente por item é o que impede o armazenamento conjunto indevido, que é uma das causas mais frequentes de incidente em almoxarifado de laboratório. Não é controle documental no sentido burocrático, é o que informa a decisão de onde guardar cada coisa. E a dos riscos ergonômicos, a menos óbvia: a distribuição de carga de trabalho entre pessoas é um dado que só existe se houver registro de quem executou o quê, e é ele que revela que duas ou três pessoas concentram o volume. Sem isso, sobrecarga é percepção, e percepção não sustenta um pedido de redistribuição ou de contratação.
Conclusão
Saber quais os perigos dentro do laboratório é essencial para garantir a segurança de todos os profissionais envolvidos nos processos, e manter a qualidade das práticas realizadas no ambiente.
Uma forma de assegurar a segurança ante aos riscos presentes no laboratório é o uso de um sistema de gestão no laboratório, que pode atuar das mais variadas formas na prevenção de acidentes.
Com o Actiz, você consegue manter seu laboratório dentro das diretrizes necessárias para assegurar qualidade, e tem fácil acesso a toda e qualquer informação de forma rápida e atualizada.
Vale apontar as referências que organizam esse assunto, porque nenhuma delas é específica de software e todas são anteriores a qualquer decisão de sistema. O Manual de Biossegurança Laboratorial da OMS é a referência internacional para risco biológico e trabalha com avaliação de risco por atividade, não por classificação fixa de agente, o que é uma mudança de abordagem relevante para quem estruturou o programa há mais tempo. Para riscos ocupacionais em ambiente laboratorial de forma ampla, o material da OSHA sobre laboratórios organiza os controles por hierarquia, começando por eliminação e substituição antes de chegar a EPI, ordem que costuma ser invertida na prática. A observação prática que fecha o assunto é essa: EPI é o último nível da hierarquia de controle, e um programa que começa por ele está resolvendo o sintoma. O registro entra depois, para responder se o controle escolhido está funcionando ao longo do tempo.
Perguntas frequentes
Quais são os 5 grupos de risco em laboratório?
Riscos de acidentes, que decorrem de vidraria, cortes, quedas e manuseio de equipamentos; riscos biológicos, ligados a agentes infecciosos e material contaminado; riscos ergonômicos, de postura, repetição e layout inadequado; riscos físicos, como ruído, temperatura, pressão e radiação; e riscos químicos, de substâncias tóxicas, corrosivas, inflamáveis e reativas. Cada grupo pede um controle principal de natureza diferente, e é isso que torna a classificação útil em vez de decorativa: risco químico se ataca por segregação e informação de incompatibilidade, risco físico por engenharia e blindagem, risco biológico por contenção, risco ergonômico por organização do trabalho e risco de acidente por procedimento e treinamento. Laboratórios que tratam os cinco com a mesma resposta — normalmente EPI e um treinamento anual — cobrem bem dois grupos e deixam os outros três praticamente descobertos, sem que isso apareça em nenhum indicador.
Um sistema de informação reduz risco no laboratório?
Reduz uma parte específica, e vale ser honesto sobre o limite: contenção, EPI, capela, blindagem e layout são controles físicos e de engenharia, que nenhum software substitui. O que o registro acrescenta é a resposta a uma pergunta que o controle físico não responde: isso já aconteceu antes, com que frequência e em que condições. É isso que permite achar padrão em ocorrências e agir preventivamente em vez de reagir a cada evento. A diferença prática aparece quando se compara duas ocorrências isoladas com uma série: um derramamento é acidente, três derramamentos no mesmo ponto da bancada em dois meses é um problema de layout ou de procedimento, e só o registro sistemático transforma o segundo caso em algo visível. Sem ele, cada evento é tratado como exceção e a causa comum nunca é endereçada.
Como o controle de inventário reduz risco químico?
Mantendo, por item, as incompatibilidades declaradas e a ficha de dados de segurança vigente. É isso que impede o armazenamento conjunto de substâncias que não deveriam compartilhar espaço, uma das causas mais frequentes de incidente em almoxarifado de laboratório. Não é burocracia documental: é a informação que orienta a decisão de onde guardar cada coisa, e ela precisa estar acessível no momento do recebimento, não arquivada em pasta. Há dois detalhes que decidem se o controle funciona na prática: a ficha tem de ser a versão vigente, porque classificação de perigo muda entre revisões, e a incompatibilidade tem de estar no item, não no procedimento geral — quem guarda o frasco decide em segundos e não vai abrir um documento de vinte páginas. Inventário sem essa camada registra quantidade e não reduz risco nenhum.
Como identificar sobrecarga como risco ergonômico?
Pela distribuição de carga entre pessoas, que só existe como dado se houver registro de quem executou o quê. Esse registro costuma revelar que duas ou três pessoas concentram a maior parte do volume, o que é simultaneamente um risco ergonômico e um risco de erro. Sem ele, sobrecarga permanece como percepção, e percepção não sustenta um pedido de redistribuição de tarefas nem de contratação junto à direção. O mesmo dado responde a uma pergunta correlata e mais difícil de discutir sem número: a concentração é de volume ou de competência. Se poucas pessoas executam a maior parte dos ensaios porque são as únicas autorizadas para aqueles métodos, o problema não se resolve contratando, e sim qualificando — e a distinção entre os dois cenários fica evidente ao cruzar volume por analista com a matriz de autorizações.






