Veja como o Actiz LIMS pode transformar seu laboratório
Peça uma demoFDS: como fazer e gerenciar com LIMS
Entenda como elaborar e gerenciar a Ficha de Dados de Segurança (FDS) usando um sistema LIMS. Garanta qualidade e segurança. Saiba mais!

Manter um laboratório seguro, produtivo e em conformidade exige que diversos processos sejam bem definidos. Nesse contexto, a elaboração da Ficha de Dados de Segurança (FDS) é um dos pilares fundamentais para garantir a integridade das operações e proteger tanto os profissionais quanto o meio ambiente. Afinal, quando se trata do manuseio de produtos químicos, cada detalhe importa, desde o armazenamento correto até as ações de emergência em caso de acidentes.
No entanto, a construção e a gestão da FDS não podem ser tratadas como tarefas manuais, suscetíveis a erros ou esquecimentos. Para evitar essas situações, a adoções de opções como o Sistema de Gestão de Informações do Laboratório (LIMS) se torna indispensável.
Ao longo deste conteúdo, você vai entender como elaborar uma Ficha de Dados de Segurança de forma correta e eficiente, além de descobrir como a implementação de um LIMS para laboratórios otimiza esse processo.
O que é a Ficha de Dados de Segurança (FDS) e por que ela é essencial na rotina do laboratório?
A Ficha de Dados de Segurança (FDS) é um documento técnico que reúne todas as informações necessárias sobre os riscos, características, manuseio seguro e descarte adequado de substâncias químicas. Ela é indispensável não apenas para proteger os colaboradores, mas também para assegurar a conformidade do laboratório com normas regulatórias e ambientais.
De acordo com as normas brasileiras, como a ABNT NBR 14725 e a NR-26, a FDS deve conter informações que vão desde a identificação da substância até medidas específicas de controle de riscos, primeiros socorros, combate a incêndios e impacto ambiental.
Além de ser uma boa prática, manter esse documento acessível e atualizado é também uma obrigação legal. Até porque, a FDS se torna um recurso crucial para promover a cultura da segurança dentro dos laboratórios, prevenindo acidentes e garantindo que todos saibam como agir em emergências.
Veja também: FISPQ é substituída pela FDS: O que você precisa saber sobre a nova regulamentação
Como elaborar a Ficha de Dados de Segurança corretamente?
A elaboração da FDS segue um padrão internacional, baseado no Sistema Globalmente Harmonizado (GHS). Ela é estruturada em 16 seções obrigatórias, que abrangem todos os aspectos sobre a substância química, desde sua composição até medidas de controle e informações toxicológicas.
Para garantir que a FDS esteja correta e completa, é necessário coletar dados precisos sobre:
- A composição da substância;
- Suas propriedades físico-químicas;
- Os riscos associados (explosividade, inflamabilidade, toxicidade);
- Procedimentos de primeiros socorros e controle de emergências;
- Diretrizes para armazenamento, manuseio seguro e descarte ambientalmente correto.
Porém, quando essa gestão é feita manualmente, com planilhas ou documentos soltos, o risco de inconsistências, erros de atualização e perda de dados é enorme e é aqui que entra um recurso indispensável para laboratórios modernos: o sistema LIMS.
Como o Sistema LIMS facilita a criação e gestão da Ficha de Dados de Segurança?

A gestão manual da FDS não só consome tempo, mas também oferece grande margem para erros, o que pode gerar não conformidades em auditorias e, principalmente, riscos para a segurança do laboratório.
Ao utilizar um Sistema de Gerenciamento de Informações Laboratoriais (LIMS), também conhecido como Laboratory Information Management System, o laboratório ganha uma estrutura tecnológica robusta para controlar, atualizar e acessar todas as Fichas de Dados de Segurança de forma centralizada e automatizada.
Por meio do LIMS, é possível:
- Centralizar todas as informações sobre substâncias químicas em uma base de dados segura e organizada;
- Automatizar a geração, atualização e controle das Fichas de Dados de Segurança, garantindo sempre a versão mais recente disponível;
- Assegurar a rastreabilidade completa, já que o sistema registra quem criou, alterou ou consultou cada FDS, com data e hora;
- Facilitar auditorias e fiscalizações, disponibilizando rapidamente todos os documentos exigidos pelos órgãos reguladores;
- Reduzir drasticamente o tempo gasto em tarefas manuais e minimizar erros operacionais.
O uso do LIMS no gerenciamento da FDS também permite uma integração eficiente com outros processos laboratoriais, como controle de estoque, análise de riscos, geração de relatórios e conformidade com normas como a ISO/IEC 17025 e as Boas Práticas de Laboratório (BPL).
As 16 seções da FDS e onde o erro costuma aparecer
A Ficha de Dados de Segurança segue uma estrutura fixa de 16 seções, definida pelo Sistema Harmonizado Globalmente de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, o GHS das Nações Unidas, e adotada no Brasil pela norma ABNT NBR 14725. A ordem é obrigatória e existe por um motivo prático: em emergência, quem consulta precisa saber exatamente onde a informação está. A tabela abaixo agrupa as seções pelo tipo de informação e aponta onde as inconsistências mais comuns surgem.
| Seções | Tipo de informação | Inconsistência frequente |
|---|---|---|
| 1 a 3 | Identificação do produto, do fornecedor e dos perigos | Classificação de perigo que não corresponde à composição declarada |
| 4 a 6 | Primeiros socorros, combate a incêndio, vazamento acidental | Medida de emergência genérica, incompatível com o perigo específico |
| 7 a 8 | Manuseio, armazenamento e controle de exposição | Condição de armazenamento divergente da praticada no laboratório |
| 9 a 10 | Propriedades físico-químicas, estabilidade e reatividade | Incompatibilidades omitidas, com risco de estocagem conjunta indevida |
| 11 a 12 | Informações toxicológicas e ecológicas | Dados ausentes sem indicar que não estão disponíveis |
| 13 a 15 | Destinação, transporte e regulamentações | Classificação de transporte incoerente com a de perigo |
| 16 | Outras informações, incluindo data de revisão | Revisão antiga, sem verificação frente à versão do fornecedor |
Duas dessas inconsistências merecem atenção porque criam risco operacional real, e não apenas documental. A omissão de incompatibilidades na seção 10 leva ao armazenamento conjunto de produtos que não deveriam compartilhar espaço, o que é uma das causas mais frequentes de incidente em armazém de laboratório. E a divergência entre a condição de armazenamento declarada na seção 7 e a praticada afeta o próprio resultado analítico, porque um reagente mantido fora da faixa especificada pode continuar dentro da validade e já ter desempenho alterado. Por isso a gestão de FDS não é uma obrigação isolada de segurança: ela se conecta ao controle de insumos e à confiabilidade do dado. Manter a data de revisão sob controle, com verificação periódica frente à versão do fornecedor, resolve simultaneamente o achado documental mais comum e o risco de operar com informação superada.
Actiz LIMS: a solução completa para gestão da Ficha de Dados de Segurança
O Actiz LIMS é um sistema desenvolvido para laboratórios que buscam eficiência, segurança e conformidade. Com funcionalidades específicas para a gestão documental, incluindo a Ficha de Dados de Segurança (FDS), a plataforma oferece:
- Geração automática de FDS baseada nos dados cadastrados no sistema;
- Atualização facilitada sempre que houver alterações nas substâncias ou nos processos;
- Controle de acesso e histórico de alterações para garantir rastreabilidade total;
- Integração com outros módulos do laboratório, como controle de amostras, gestão de estoque e emissão de laudos.
Se sua empresa ainda depende de métodos manuais para esse tipo de gestão, migrar para um LIMS como o Actiz significa garantir digitalização completa e otimização de processos.
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Se você quer entender ainda mais sobre a elaboração da Ficha de Dados de Segurança e a importância da sua gestão eficiente, preparamos um vídeo completo no nosso canal no YouTube.
Nele, o Vitor Moreira, coordenador de Suporte Técnico na Actiz, explica de forma prática tudo que você precisa saber para aplicar esse conhecimento no seu laboratório de forma correta e segura.
Assista agora e veja na prática como funciona:
Transforme a gestão da FDS com LIMS e garanta segurança e conformidade no seu Laboratório
Manter a Ficha de Dados de Segurança (FDS) atualizada, acessível e bem estruturada não precisa ser um desafio. O uso de um sistema LIMS, como o Actiz, é a melhor maneira de garantir que esse processo seja seguro, eficiente e em total conformidade com as normas.
Se você quer eliminar processos manuais, reduzir riscos e tornar sua gestão laboratorial muito mais ágil, está na hora de conhecer na prática como o Actiz LIMS pode transformar sua rotina.
Perguntas frequentes
O que é a Ficha de Dados de Segurança (FDS) e quantas seções ela tem?
É o documento que reúne as informações de segurança, saúde e meio ambiente de um produto químico, com estrutura fixa de 16 seções na ordem definida pelo Sistema Harmonizado Globalmente de Classificação e Rotulagem, o GHS das Nações Unidas, adotado no Brasil pela ABNT NBR 14725. A ordem é obrigatória por uma razão prática: em situação de emergência, quem consulta precisa localizar a informação sem ler o documento inteiro, e uma estrutura previsível é o que permite isso. Vale notar a consequência dessa lógica para o dia a dia do laboratório: como a ordem é fixa, quem atende uma emergência aprende a ir direto à seção de que precisa, e documento fora de padrão perde justamente a função para a qual foi criado. Uma FDS reformatada por conveniência interna deixa de funcionar exatamente quando mais importa.
Qual o erro mais comum em uma FDS?
Estar desatualizada. É simultaneamente o achado mais frequente em auditoria e o mais simples de evitar, porque depende apenas de verificação periódica frente à versão publicada pelo fornecedor. Depois dele vêm dois erros que geram risco operacional, e não só documental: omissão de incompatibilidades na seção de estabilidade e reatividade, que leva a armazenamento conjunto indevido, e divergência entre a condição de armazenamento declarada e a efetivamente praticada. Os três têm em comum o fato de não produzirem sintoma visível nenhum: o laboratório opera normalmente por meses com FDS vencida, com incompatibilidade não declarada e com reagente fora da condição especificada, e nada no dia a dia indica que algo está errado. O sinal só aparece na auditoria, ou no incidente — e é por isso que o controle tem de ser por prazo, e não por percepção.
A FDS afeta o resultado analítico do laboratório?
Afeta, por um caminho que costuma passar despercebido. A seção de manuseio e armazenamento especifica as condições em que o produto mantém suas características, e um reagente mantido fora dessa faixa pode continuar dentro do prazo de validade e já apresentar desempenho alterado. Nesse cenário o insumo passa em qualquer conferência documental e produz resultado plausível e incorreto. É por isso que a gestão de FDS se conecta ao controle de insumos, e não apenas ao programa de segurança. O caso mais traiçoeiro é o do reagente que passou por excursão de temperatura em algum ponto da cadeia — no transporte, ou numa geladeira que falhou no fim de semana — porque ele volta à condição correta e nada no frasco registra o que aconteceu. Sem monitoramento da condição, essa causa fica indisponível para qualquer investigação futura.
Como manter as FDS atualizadas sem controle manual?
Tratando a data de revisão como um prazo controlado, do mesmo modo que se controla validade de reagente ou de calibração. Na prática significa registrar a versão e a data de cada FDS em uso, definir periodicidade de verificação frente ao fornecedor, e gerar alerta quando o prazo se aproxima. Vincular a FDS ao item de estoque correspondente acrescenta uma vantagem: o documento fica acessível a partir do produto, que é como ele é procurado na urgência, e não por busca em pasta. Há um detalhe de escopo que evita trabalho inútil: nem todo item exige a mesma frequência de verificação. Faz sentido priorizar por perigo e por rotatividade, verificando com mais frequência o que é mais perigoso e o que é reposto com mais frequência, em vez de aplicar a mesma periodicidade ao inventário inteiro.



