Veja como o Actiz LIMS pode transformar seu laboratório

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Como labs se beneficiam de IA e ML

Gestão de dados para seu laboratório: Planilhas ou LIMS? Vantagens e limitações de cada uma, visando operações eficientes e conformidade regulatória.

No mundo dinâmico dos laboratórios de controle de qualidade, manter-se à frente é crucial. À medida que a tecnologia avança, cresce também a necessidade de gerenciamento eficiente e eficaz das operações laboratoriais. 

Atualmente, a maioria dos laboratórios está realizando a transição de sistemas tradicionais baseados em papel e planilhas Excel para Sistemas de Gerenciamento de Informações Laboratoriais (LIMS). Esses sistemas desempenham um papel fundamental ao garantir a gestão fluida de dados, a otimização de fluxos de trabalho e a análise precisa de dados e informações.  

Contudo, diante do rápido aumento da quantidade de dados e da crescente complexidade dos experimentos e testes, os LIMS legados enfrentam desafios significativos, como limitações em escalabilidade, eficiência e integração. 

É neste ponto que a Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML) entram em cena. Ao aproveitar as capacidades desses recursos, os LIMS modernos desbloqueiam uma gama de benefícios, revolucionando a operação dos laboratórios. 

Esses novos recursos representam um avanço significativo para os laboratórios que os adotam, conferindo-lhes uma vantagem competitiva considerável sobre os concorrentes mais lentos. Os desdobramentos dessa transformação digital provavelmente definirão os vencedores e perdedores nos próximos anos, destacando a importância de iniciar o planejamento desse futuro desde já. 

No artigo de hoje, exploraremos as possibilidades que a IA e ML trazem para os sistemas LIMS e discutiremos as inúmeras maneiras pelas quais eles podem aprimorar a eficiência, precisão e inovação nos laboratórios.

Veja também: A transformação digital nos laboratórios de controle de qualidade

Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML) 

Nos laboratórios, onde o gerenciamento de dados está cada vez mais complexo e desafiador, a integração de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML) com os sistemas LIMS está abrindo caminho para avanços sem precedentes.  

Esses recursos estão transformando rapidamente a gestão de laboratórios, aproveitando o ritmo  do avanço tecnológico para introduzir automação, aumentar a eficiência e possibilitar tomadas de decisão mais informadas. 

No vídeo abaixo, exploramos o impacto da automação na eficiência e precisão dos processos laboratoriais, destacando o papel crucial da inteligência artificial e machine learning: 

 

Aplicações Práticas de IA e ML nos Laboratórios 

Essas capacidades inerentes da IA e ML dão origem a uma ampla gama de aplicações práticas nas atividades laboratoriais do dia a dia, tais como:

Agendamento Inteligente 

Agendar atividades laboratoriais eficientemente é crucial e complexo, pois erros podem causar interrupções nos testes e análises, má alocação de recursos e atrasos nos resultados, prejudicando a produtividade e a qualidade. A inteligência artificial utiliza técnicas avançadas para otimizar os horários de trabalho, minimizando erros e alinhando as tarefas com os objetivos do laboratório, resultando em maior eficiência e sucesso. 

A inteligência artificial capacita as ferramentas de agendamento a sugerirem melhorias no fluxo de trabalho e no uso de equipamentos, levando a uma maior eficiência e redução de custos, contribuindo para aumentar a eficiência do laboratório e aliviar a carga sobre os gerentes, que podem agora concentrar-se em decisões estratégicas em vez de detalhes operacionais.

Revisão e Aprovação  

Tipicamente nos laboratórios, todos os resultados passam por uma revisão minuciosa e aprovação antes de serem liberados. Alguns LIMS adotam uma abordagem ‘por exceção’, onde apenas os resultados de teste marcados como ‘Aviso’ ou ‘Falha’ requerem revisão manual pelo pessoal do laboratório. O método ‘por exceção’ necessita da criação de modelos de regras para lidar com tipos de amostras e testes específicos. Neste contexto, a IA apresenta oportunidades para automatizar o processo de revisão e aprovação em laboratórios. 

Ao integrar a IA ao processo de revisão e aprovação, a configuração manual de regras é eliminada. Um LIMS inteligente utiliza dados históricos para aprender e adaptar regras de revisão e aprovação. Essa capacidade avançada de IA permite que as equipes de laboratório se concentrem em outras tarefas enquanto os sistemas LIMS revisam e aprovam automaticamente os resultados. 

Gestão de Insumos   

O monitoramento eficiente de consumíveis laboratoriais diários, como vidraria e reagentes, é crucial para os laboratórios. Neste ponto, a IA ajuda a garantir um fluxo contínuo de testes e análises, identificando rapidamente qualquer escassez de estoque que possa prejudicar as operações. Isso permite que analistas e gestores liberem tempo valioso que seria gasto em monitoramento manual para se dedicarem a atividades de maior valor agregado. 

Ao utilizar previsões de suprimentos impulsionadas pela IA, algoritmos avançados de aprendizado de máquina oferecem estimativas precisas sobre as taxas de consumo de estoque e os prazos de entrega dos fornecedores. Essa funcionalidade possibilita o desenvolvimento de estratégias de reposição otimizadas, assegurando um reabastecimento eficiente e pontual dos suprimentos.  

Em última análise, o objetivo é reduzir o risco de falta de estoque e atrasos operacionais, promovendo atividades laboratoriais ininterruptas e aumentando a produtividade global.

Manutenção Preditiva   

Prever as necessidades de manutenção em vez de reagir a falhas de equipamento oferece um valor significativo aos laboratórios. Ao antecipar quando um instrumento provavelmente falhará, ações proativas podem ser tomadas para mitigar o problema.  

Isso pode envolver a aceleração dos cronogramas de manutenção para evitar falhas de instrumentos ou servir como um sistema de alerta antecipado para substituição futura de equipamentos, visando minimizar o tempo de inatividade do instrumento.

Estudos de Estabilidade   

A integração de técnicas de IA e ML no LIMS pode trazer benefícios substanciais aos estudos de estabilidade, revolucionando a forma como os dados são analisados e interpretados.  

Os algoritmos de IA têm a capacidade de analisar grandes quantidades de dados de estudos de estabilidade, incluindo condições ambientais, atributos de amostra e resultados analíticos.  

Os modelos de ML podem identificar padrões, correlações e anomalias nos dados, permitindo análises mais rápidas e precisas, acelerando os processos de tomada de decisão e melhorando a eficiência geral do estudo.  

E isso não é tudo. Uma das aplicações mais inovadoras de IA e ML em estudos de estabilidade facilitados pelo LIMS está no desenvolvimento de modelos preditivos. Modelos preditivos que preveem a estabilidade e a degradação de amostras de produtos durante um longo período também podem ser desenvolvidos usando IA e ML no LIMS. Ao considerar múltiplas variáveis, como temperatura, umidade e exposição à luz, esses modelos podem fornecer informações valiosas sobre o comportamento de longo prazo de amostras de produtos. Isso permite que os pesquisadores otimizem as condições de armazenamento e identifiquem possíveis problemas antes que eles ocorram.  

Pronto para abandonar as planilhas? 

Como o LIMS e a IA (Inteligência Artificial) estão revolucionando os Laboratórios — canal da Actiz no YouTube.

O que a IA em um LIMS já faz hoje, e o que ainda não faz

A distância entre o que é anunciado e o que está em operação nessa área é grande, e ela importa na hora de avaliar um fornecedor. A tabela abaixo separa as aplicações por maturidade real e indica o pré-requisito de dado que cada uma exige, que é geralmente o fator limitante e não a tecnologia.

AplicaçãoMaturidadePré-requisito de dado
Regras de revisão e aprovação aprendidas do históricoEm operaçãoHistórico de decisões de validação registrado
Agendamento e priorização de cargaEm operaçãoTempo real por etapa registrado
Previsão de consumo de insumoEm operaçãoConsumo vinculado ao ensaio, por período
Detecção de deriva de método antes do limiteEm adoçãoSérie de controles internos por corrida
Manutenção preditiva de equipamentoEm adoçãoHistórico de falha e de uso por equipamento
Previsão de resultado de estabilidadeExperimentalSéries longas, com condições controladas
Interpretação autônoma de resultado para liberaçãoNão recomendávelA decisão de liberação é responsabilidade técnica humana
A terceira coluna é o gargalo real: em quase todos os casos o limitante é a qualidade do histórico, não o algoritmo.

Duas leituras dessa tabela evitam decisões ruins. A primeira: o fator limitante é quase sempre o dado, não a tecnologia. Nenhuma dessas aplicações funciona sobre um histórico em que o resultado foi registrado sem o contexto necessário, ou em que boa parte dos valores foi digitada manualmente. Isso significa que investir em captura direta e em registro estruturado é pré-requisito de qualquer projeto de IA, e não uma etapa alternativa a ele. A segunda: a última linha é uma escolha deliberada, não uma limitação técnica. A decisão de liberação de resultado é responsabilidade técnica atribuída a uma pessoa, e sistemas que a automatizam criam um problema regulatório, não uma eficiência. O papel adequado da IA aí é priorizar e sinalizar o que merece atenção humana, reduzindo o volume que precisa de revisão detalhada sem transferir a decisão.

Conclusão 

Em conclusão, a integração das tecnologias de inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML) nos LIMS apresenta uma oportunidade transformadora para o cenário laboratorial.  

A tarefa de integrar ferramentas de IA em suas operações laboratoriais não precisa ser assustadora. As ferramentas existem e estão disponíveis em plataformas como o Actiz. 

Com fluxos de trabalho aprimorados, automação e recursos avançados de análise de dados, os laboratórios orientados por IA estão prontos para liberar todo o potencial de seus dados e transformar a sua gestão.  

O futuro reserva imensas possibilidades para os laboratórios que adotam essas tecnologias e aproveitam seu potencial.

Perguntas frequentes

O que a inteligência artificial já faz de fato em um LIMS?

Três aplicações estão em operação real: regras de revisão e aprovação aprendidas do histórico de decisões, agendamento e priorização de carga a partir do tempo real por etapa, e previsão de consumo de insumo com base no consumo vinculado a cada ensaio. Detecção de deriva de método e manutenção preditiva estão em adoção. Previsão de resultado de estabilidade é experimental. Interpretação autônoma para liberação não é recomendável, por ser responsabilidade técnica humana.

Qual o principal obstáculo para usar IA em um laboratório?

A qualidade do histórico, não a tecnologia. Nenhuma dessas aplicações funciona sobre dados registrados sem o contexto necessário, ou em que boa parte dos valores foi digitada manualmente e não capturada do equipamento. Isso tem uma consequência prática direta: investir em captura direta e em registro estruturado é pré-requisito de qualquer projeto de IA, e não uma alternativa a ele. Comprar recurso de IA antes de resolver o dado é gastar em algo que não terá insumo.

A IA pode liberar resultados automaticamente?

Tecnicamente é possível e regulatoriamente não é recomendável. A decisão de liberação é responsabilidade técnica atribuída a uma pessoa, e transferi-la a um sistema cria um problema de conformidade, não uma eficiência. O papel adequado da IA nesse ponto é diferente e valioso: priorizar e sinalizar o que merece atenção humana, reduzindo o volume que precisa de revisão detalhada. Assim o ganho de produtividade acontece sem deslocar a responsabilidade.

Como avaliar uma promessa de IA de um fornecedor de LIMS?

Com duas perguntas concretas. Primeiro, qual dado o recurso consome, e se a operação atual já o produz com a qualidade necessária: se a resposta exige captura direta de equipamento que ainda não existe, o recurso não vai funcionar no seu caso. Segundo, o que o recurso faz quando não tem confiança suficiente na inferência: sistemas maduros sinalizam e devolvem para decisão humana, e sistemas imaturos simplesmente decidem, o que é o comportamento perigoso.

Felippe Domingos

Felippe Domingos

Felippe Domingos é engenheiro químico e Co-Fundador da Actiz, empresa que oferece o LIMS mais avançado da América Latina para otimizar a gestão de laboratórios, com foco em eficiência e redução de custos.

Com mais de 200 projetos em setores como farmacêutico, alimentos e petroquímico, Felippe acumulou vasta experiência na implementação de sistemas LIMS. Em 2020, após um pedido de uma indústria de petróleo na Colômbia, fundou a Actiz, uma solução moderna e acessível, especialmente desenvolvida para atender os desafios de laboratórios na América Latina.

Hoje, a Actiz está presente em 4 países, atendendo segmentos como alimentos, biotecnologia e meio ambiente. Felippe compartilha suas ideias sobre automação e digitalização laboratorial no LinkedIn. Conecte-se com ele para saber mais sobre o futuro dos laboratórios com LIMS.

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