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Nova geração de sistemas LIMS: usabilidade

Descubra como a nova geração de LIMS com foco em usabilidade está simplificando a gestão laboratorial. Saiba mais no blog da Actiz!

A nova geração de sistemas LIMS, com foco na usabilidade, está revolucionando a gestão laboratorial. Esses sistemas são caracterizados pela simplificação dos fluxos de trabalho, facilitando a configuração sem a necessidade de ajuda profissionais de TI, o que acelera a implementação e coloca o controle nas mãos dos especialistas do laboratório.

Historicamente, o software LIMS – Sistemas de Gerenciamento de Informações de Laboratório, tem sido conhecido por ser complexo e de difícil navegação. No entanto, estamos vivenciando uma revolução nesse campo, com a crescente ênfase na usabilidade, juntamente com sistemas de implantação mais rápida e fácil. Para profissionais analistas de laboratórios de controle de qualidade e gerentes de controle de qualidade, isso representa uma mudança significativa no cenário dos sistemas de gerenciamento laboratorial.

O que significa “usabilidade” nos LIMS?

Em primeiro lugar, é importante definir o que quer dizer “usabilidade” em sistemas LIMS. A usabilidade varia de acordo com o produto e os objetivos do usuário, mas, em termos simples, a usabilidade em software refere-se à capacidade de um sistema ser intuitivo, fácil de aprender e de utilizar para alcançar os objetivos do usuário. Vale ressaltar que usabilidade não está diretamente ligada ao design, embora um design eficiente seja um dos componentes importantes da usabilidade.

Veja também: LIMS: O que é e como funciona?

Fluxos de trabalho simplificados

Uma das formas de simplificar a usabilidade dos sistemas LIMS é através da oferta de sistemas que sejam fáceis de serem configurados e que não dependam de profissionais de TI. Tradicionalmente, a implementação de um LIMS podia levar meses, senão anos e atualizar o software também era um processo demorado e dispendioso. Agora, no entanto, a nova era de sistemas LIMS vem com uma outra abordagem. São sistemas que podem ser rapidamente configurados pelo próprio pessoal do laboratório, sem a necessidade de envolver profissionais de TI. Isso não apenas acelera a implementação, mas também coloca o controle nas mãos dos especialistas do laboratório, permitindo que eles personalizem o sistema de acordo com suas necessidades específicas.

Essa abordagem mais ágil e acessível está revolucionando a maneira como os laboratórios adotam e utilizam sistemas LIMS, tornando a usabilidade uma prioridade e simplificando significativamente o processo de implantação e atualização.

LIMS SaaS: funcionais e configuráveis com usabilidade aprimorada

Uma evolução notável no campo dos sistemas de gerenciamento de informações de laboratório (LIMS) são os LIMS SaaS (Software como Serviço). Até há alguns anos, a ideia de armazenar dados críticos de laboratório na nuvem era impensável. No entanto, com a crescente confiabilidade das redes e os avanços tecnológicos, o modelo de aplicativo SaaS se tornou uma escolha sólida e confiável para empresas de todos os tamanhos. Além disso, a simplicidade das interfaces de usuário desses sistemas tornou-os mais fáceis de usar e navegar.

A inovação reside no fato de que agora existem sistemas LIMS SaaS que oferecem funcionalidades comparáveis, senão superiores, as dos sistemas LIMS tradicionais. Esses sistemas são configuráveis, o que significa que você pode adaptá-los às suas necessidades específicas. A usabilidade é um foco central desses modernos sistemas LIMS, com interfaces mais simples e uma abordagem centrada no usuário, tornando-os mais acessíveis e fáceis de utilizar.

Essa evolução dos LIMS SaaS representa uma resposta às demandas crescentes por sistemas de gerenciamento de laboratório mais ágeis, eficientes e personalizáveis. Agora, os laboratórios podem aproveitar o poder da nuvem e a flexibilidade da configuração para atender às suas necessidades específicas, tornando a gestão de informações de laboratório mais eficaz e amigável ao usuário.

Como avaliar usabilidade sem achismo

Usabilidade é o critério mais citado em avaliação de software e o menos medido. “Achei intuitivo” é opinião de quem viu a demonstração, não da equipe que vai operar todos os dias. A tabela abaixo propõe seis testes concretos, todos executáveis durante o período de avaliação.

TesteComo executarO que ele revela
Lançar um resultado sem ajudaAnalista treinado, sem o fornecedor presenteSe a operação diária é viável de fato
Contar cliques da tarefa mais frequenteCronometrar e contar do login à conclusãoCusto diário acumulado da tarefa mais repetida
Encontrar uma amostra antigaPedir o histórico de uma amostra sorteadaSe a busca serve a quem não decorou o sistema
Corrigir um erro propositalLançar valor errado e depois corrigirSe a trilha de auditoria estorva ou orienta
Operar em tela pequenaExecutar a tarefa em notebook ou tabletSe a interface funciona fora da estação ideal
Voltar depois de duas semanasRepetir a tarefa sem revisar o treinamentoSe o aprendizado permanece ou precisa ser refeito
A segunda linha é a mais reveladora: uma tarefa com quatro cliques a mais, repetida cinquenta vezes por dia, é meia hora de trabalho.

Vale desenvolver a segunda e a última linha, porque são as que mais diferenciam sistemas na prática e as que nenhuma demonstração revela. Contagem de cliques parece um critério mesquinho até ser multiplicada pelo volume: a tarefa mais frequente do laboratório é executada dezenas de vezes por dia, por várias pessoas, e quatro cliques a mais nela custam meia hora diária que ninguém contabiliza. E o teste de voltar depois de duas semanas mede a qualidade real da interface, não a memória de quem acabou de ser treinado: sistema que exige revisão do treinamento a cada retorno vai gerar dependência permanente de suporte e resistência da equipe. Nenhum dos seis testes exige conhecimento técnico, e todos podem ser conduzidos por quem vai usar, o que é exatamente o ponto.

Um LIMS amigável ainda requer treinamento 

Mesmo um LIMS projetado para ser amigável exige algum grau de treinamento. Assim como softwares amplamente usados, como o Microsoft Word e o Excel, exigem um conhecimento mínimo para utilização eficaz, sistemas LIMS também demandam treinamento ou familiarização. No entanto, esse treinamento não deve levar mais do que alguns dias.

Em resumo, a usabilidade de sistemas LIMS está evoluindo rapidamente, tornando a vida dos profissionais analistas de laboratórios de controle de qualidade e gerentes de controle de qualidade mais fácil. A nova geração de sistemas LIMS com uma abordagem centrada na usabilidade estão simplificando a gestão laboratorial e melhorando a eficiência.

Neste contexto, o software Actiz se destaca no quesito usabilidade, permitindo que a equipe do laboratório navegue facilmente pelo sistema, execute tarefas com eficiência e acesse informações críticas sem complexidade desnecessária ou obstáculos de treinamento.

Este é o momento certo de considerar essas inovações e melhorar a eficiência dos laboratórios de controle de qualidade.

Perguntas frequentes

Como avaliar a usabilidade de um LIMS antes de contratar?

Com seis testes executáveis no período de avaliação, todos conduzidos por quem vai usar e sem o fornecedor presente: lançar um resultado sem ajuda, contar cliques e tempo da tarefa mais frequente, encontrar o histórico de uma amostra sorteada, corrigir um erro proposital para ver como a trilha de auditoria se comporta, operar em tela pequena, e repetir a tarefa duas semanas depois sem revisar o treinamento.

Contar cliques é um critério relevante?

É um dos mais relevantes, e parece mesquinho apenas até ser multiplicado pelo volume. A tarefa mais frequente do laboratório é executada dezenas de vezes por dia, por várias pessoas. Quatro cliques a mais nela representam meia hora de trabalho diário que ninguém contabiliza em nenhum lugar, e que vai aparecer como insatisfação difusa da equipe em vez de como um número no relatório de avaliação.

Por que testar o sistema duas semanas depois do treinamento?

Porque esse teste mede a qualidade da interface, não a memória de quem acabou de ser treinado. Logo após o treinamento qualquer sistema parece operável. Se ao voltar depois de duas semanas a pessoa precisa revisar o material para executar a mesma tarefa, o sistema vai gerar dependência permanente de suporte e resistência da equipe, e nenhuma demonstração revela isso, porque a demonstração acontece sempre no melhor momento possível.

Interface amigável elimina a necessidade de treinamento?

Não, e essa é uma expectativa que gera problema. Boa usabilidade reduz o tempo de treinamento e a necessidade de reforço, mas o laboratório tem conceitos próprios que precisam ser explicados: o que é uma alíquota no sistema, como se registra uma repetição justificada, o que acontece ao alterar um resultado validado. Isso é treinamento de processo, não de software, e nenhuma interface o dispensa.

Felippe Domingos

Felippe Domingos

Felippe Domingos é engenheiro químico e Co-Fundador da Actiz, empresa que oferece o LIMS mais avançado da América Latina para otimizar a gestão de laboratórios, com foco em eficiência e redução de custos.

Com mais de 200 projetos em setores como farmacêutico, alimentos e petroquímico, Felippe acumulou vasta experiência na implementação de sistemas LIMS. Em 2020, após um pedido de uma indústria de petróleo na Colômbia, fundou a Actiz, uma solução moderna e acessível, especialmente desenvolvida para atender os desafios de laboratórios na América Latina.

Hoje, a Actiz está presente em 4 países, atendendo segmentos como alimentos, biotecnologia e meio ambiente. Felippe compartilha suas ideias sobre automação e digitalização laboratorial no LinkedIn. Conecte-se com ele para saber mais sobre o futuro dos laboratórios com LIMS.

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