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Lack of Integration Between Lab and QA

Lack of integration between the laboratory and quality assurance compromises data reliability, weakens traceability, and increases regulatory risk. Understand the impacts of this disconnect and how integrated processes, supported by a Laboratory Information Management System (LIMS), strengthen laboratory quality management.

A falta de integração entre o laboratório e a garantia da qualidade é uma falha estrutural que compromete a consistência dos processos, a confiabilidade dos resultados e a conformidade regulatória. Quando essas áreas operam de forma isolada, cria-se uma desconexão entre execução técnica e controle do sistema, o que aumenta o risco de desvios não identificados e decisões inconsistentes. Um exemplo comum: uma não conformidade identificada pelo analista na bancada pode levar semanas para chegar ao sistema de qualidade se as duas áreas dependerem de e-mails e planilhas soltas para se comunicar.

Em um ambiente laboratorial maduro, o laboratório e a garantia da qualidade não são áreas independentes, mas partes complementares de um mesmo sistema. Enquanto o laboratório executa e gera dados, a garantia da qualidade assegura que esses dados sejam confiáveis, rastreáveis e obtidos conforme critérios estabelecidos.

O que a ISO/IEC 17025 exige sobre a estrutura do sistema de gestão

A norma ISO/IEC 17025 exige que o sistema de gestão da qualidade esteja integrado às atividades técnicas do laboratório, e não seja uma estrutura paralela e desconectada da rotina analítica. Em ambientes farmacêuticos, a ANVISA avalia especificamente essa integração como parte da garantia da qualidade.

O que significa integração entre laboratório e garantia da qualidade?

Integração significa alinhamento contínuo entre execução analítica e controle da qualidade. Isso envolve comunicação efetiva, compartilhamento de informações e atuação conjunta na definição, revisão e monitoramento de processos.

Na prática, a garantia da qualidade deve participar da elaboração e aprovação de procedimentos, da avaliação de desvios, da condução de investigações e da análise de indicadores de desempenho. Por outro lado, o laboratório deve fornecer dados consistentes, registros completos e evidências técnicas que sustentem as decisões.

Quando há integração, o sistema funciona de forma coesa. Quando não há, surgem lacunas que comprometem a robustez do processo.

Consequências da falta de integração

A ausência de integração gera inconsistências na interpretação de dados e na tomada de decisão. O laboratório pode focar apenas na execução técnica, enquanto a garantia da qualidade atua de forma reativa, sem compreensão completa do contexto analítico.

Como consequência, investigações de desvios tornam-se superficiais ou desalinhadas. A causa raiz pode não ser identificada corretamente, e ações corretivas tornam-se ineficazes.

Além disso, a revisão de documentos e procedimentos pode perder qualidade. Sem participação técnica adequada, procedimentos podem ser aprovados com falhas ou falta de clareza operacional.

Outro impacto relevante ocorre em auditorias. A desconexão entre as áreas fica evidente quando há divergência entre prática e documentação, ou quando as respostas fornecidas não são consistentes entre os envolvidos.

A longo prazo, essa falta de integração compromete a cultura de qualidade e enfraquece o sistema como um todo.

Como melhorar a integração entre laboratório e garantia da qualidade

A integração começa pela definição clara de responsabilidades e pela criação de canais de comunicação estruturados. Reuniões periódicas entre as áreas permitem alinhamento de prioridades, discussão de desvios e acompanhamento de indicadores.

Além disso, a participação conjunta em processos críticos é fundamental. Elaboração de procedimentos, validação de métodos, revisão de resultados e investigações devem envolver tanto a equipe técnica quanto a garantia da qualidade.

A cultura organizacional também desempenha papel central. A qualidade não deve ser vista como área fiscalizadora, mas como parceira estratégica. Da mesma forma, o laboratório não deve atuar de forma isolada, mas como parte de um sistema integrado.

Treinamentos conjuntos ajudam a alinhar conceitos, expectativas e critérios técnicos, reduzindo interpretações divergentes.

Integração de dados e processos como fator crítico

Outro aspecto essencial é a integração de dados. Informações fragmentadas dificultam análise crítica e tomada de decisão. Quando registros analíticos, desvios, investigações e controles de qualidade não estão conectados, perde-se visibilidade do processo como um todo.

A centralização das informações permite análise mais completa, identificação de tendências e maior consistência nas decisões. Dessa forma, o sistema torna-se mais robusto e menos dependente de interpretações individuais.

Sistema LIMS como suporte à integração entre áreas

Nesse contexto, o sistema LIMS, Laboratory Information Management System, pode atuar como plataforma de integração entre o laboratório e a garantia da qualidade. O sistema centraliza dados analíticos, registros, desvios e fluxos de aprovação em um único ambiente.

Além disso, o LIMS atua como um pilar estratégico para a Garantia da Qualidade, atuando em várias frentes:

  • Rastreabilidade completa: registra toda a cadeia de custódia — quem coletou, analisou, aprovou e quando — garantindo auditoria total dos resultados.
  • Padronização de processos: força a execução de protocolos definidos, reduzindo variações humanas e garantindo que os ensaios sigam os métodos validados.
  • Controle de qualidade integrado: gerencia cartas de controle (CQ), limites de aceitação e alertas automáticos quando resultados fogem das especificações.
  • Gestão de não conformidades: registra desvios, aciona investigações (CAPA) e acompanha a resolução, criando histórico para análise de tendências.
  • Liberação controlada de resultados: impede que laudos sejam emitidos sem as devidas aprovações, criando fluxos de revisão e assinatura eletrônica.
  • Gestão de equipamentos e calibrações: controla o status de calibração e manutenção, bloqueando o uso de instrumentos fora do prazo.
  • Preparação para auditorias: centraliza evidências para ISO 17025, ISO 9001, ANVISA e outras normas, tornando auditorias muito mais ágeis.
  • Indicadores de desempenho: gera relatórios de taxa de retrabalho, prazo de entrega, índice de não conformidades e outros KPIs de qualidade em tempo real.

Entretanto, é importante destacar que a tecnologia não substitui a cultura organizacional. Se não houver alinhamento entre as áreas, o sistema apenas evidenciará a desconexão. O LIMS facilita a integração, mas ela depende de colaboração efetiva.

Conclusão

A falta de integração entre laboratório e garantia da qualidade compromete a consistência do sistema, a confiabilidade dos dados e a conformidade regulatória. Quando essas áreas atuam de forma isolada, aumentam as lacunas, os desvios e as inconsistências.

Promover integração significa alinhar processos, compartilhar informações e atuar de forma colaborativa na gestão da qualidade. Além disso, fortalece a análise crítica e a tomada de decisão baseada em evidência.

Quando essa integração é apoiada por ferramentas como o sistema LIMS, o laboratório alcança maior nível de organização, rastreabilidade e transparência. Assim, o sistema deixa de ser fragmentado e passa a operar de forma coesa.

Em um cenário onde a qualidade depende da consistência entre execução e controle, integrar laboratório e garantia da qualidade não é apenas uma melhoria operacional. É um requisito fundamental para a maturidade técnica e a credibilidade científica.

Felippe Domingos

Felippe Domingos

Felippe Domingos is a chemical engineer and Co-Founder of Actiz, a company that offers the most advanced LIMS in Latin America to optimize laboratory management with a focus on efficiency and cost reduction. With more than 200 projects in sectors such as pharmaceuticals, food, and petrochemicals, Felippe has built extensive experience in implementing LIMS systems.

In 2020, after a request from an oil industry company in Colombia, he founded Actiz — a modern and accessible solution specially developed to address the challenges faced by laboratories in Latin America. Today, Actiz is present in four countries, serving segments such as food, biotechnology, and environmental analysis.

Felippe shares his insights on laboratory automation and digitalization on LinkedIn. Connect with him to learn more about the future of laboratories with LIMS.

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